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BC decide nesta semana início do ciclo de redução da taxa Selic em meio à guerra do Oriente Médio

Com a escalada do conflito, parte do mercado voltou a apostar que não haverá mais recuo dos juros nesta reunião do Copom

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Copom do Banco Central irá anunciar o início do ciclo de redução da taxa Selic nesta quarta-feira (18).
  • Expectativas de corte de 0,25 a 0,50 ponto percentual foram afetadas pela escalada dos preços do petróleo devido ao conflito no Oriente Médio.
  • A alta no preço do diesel pode impactar os custos de fretes e a inflação no Brasil.
  • Analistas projetam que o Copom poderá iniciar os cortes de juros, embora de forma cautelosa, considerando a volatilidade do cenário externo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Banco Central terá reunião do Copom nesta terça e quarta-feira Rafa Neddermeyer/Agência Brasil - 26.10.2023

O Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, vai anunciar após reunião no fim da tarde da quarta-feira (18) se dará início ao ciclo de redução da taxa básica de juros da economia brasileira.

A expectativa do mercado era de corte da taxa Selic de 0,25 a 0,50 ponto percentual, já que havia sido sinalizado o recuo na última reunião, em janeiro.


No entanto, com a escalada do preço do petróleo após acirramento do conflito entre Estados Unidos e Irã, parte dos analistas voltou a apostar que não haverá redução da taxa básica, sendo mantida a 15% ao ano.

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Os impactos do fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passam 20% da produção de petróleo, já pressionam os preços dos combustíveis no Brasil.


A Petrobras reajustou o preço do diesel em R$ 0,38 por litro para as distribuidoras, no último sábado (14). A alta pode pressionar os fretes, a inflação e elevar o risco Brasil.

O aumento da Selic é uma forma de controlar o aumento de preços. Quando os juros aumentam, o crédito fica mais caro, desestimulando a produção e o consumo. No entanto, taxas maiores dificultam o crescimento econômico.


Ciclo de alta da taxa básica de juros Arte/R7

A taxa Selic está em 15% ao ano desde junho de 2025. O Banco Central manteve esse patamar, o maior desde 2006, em reuniões consecutivas, incluindo a primeira de 2026. O ciclo de alta começou em setembro de 2024.

Em janeiro, o Copom indicou um provável corte de juros na reunião de março, porém reforçou que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta.


Desde a última reunião, a projeção de IPCA passou de 4% para 3,9% para 2026 e permaneceu em 3,8% para 2027 e a taxa de câmbio passou de R$ 5,35 para R$ 5,20.

“Acreditamos que a projeção de inflação para o horizonte relevante deve registrar uma elevação, permanecendo acima da meta. No entanto, dada a volatidade recente dos preços de ativos e o elevado nível da taxa de juros, acreditamos que o início de ciclo de cortes gradual seja mantido”, afirma nota da equipe econômica do C6 Bank.

A possibilidade de uma alta permanente nos preços do petróleo, diante da tensão no Oriente Médio, reforça a necessidade de cautela na condução dos juros, o que sugere uma postura mais gradual até que a incerteza seja dissipada.

A equipe do C6 Bank projeta que o Copom irá cortar a Selic em 0,25 ponto percentual nesta reunião, levando os juros a 14,5%.

“Diante da volatilidade no cenário externo, o Comitê deve manter cautela na sinalização dos próximos passos de política monetária. Por ora, mantemos nossa projeção de Selic em 12,5% ao final de 2026″, acrescenta o banco.

Para a Warren Investimentos, a expectativa é de início do processo de calibragem com um corte de 0,50 ponto percentual na taxa Selic.

“No entanto, não descartamos a possibilidade de o Banco Central adotar uma postura mais conservadora diante dos riscos provenientes do cenário externo e iniciar a calibragem com um corte de menor magnitude”, avalia em nota.

Entenda a Selic

A taxa básica de juros é uma forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. Ela serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, perto da meta estabelecida pelo governo. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam alternativas de investimento.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando os juros básicos são reduzidos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

A Selic é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais.

É a taxa Selic que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo em empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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