Preço de imóveis residenciais tem alta de 6,5% em 2025, segunda maior variação em 11 anos
O resultado superou a inflação, e o valor médio de venda atingiu R$ 9.611/m², segundo o Índice FipeZAP

O preço dos imóveis residenciais registraram alta de 6,5%, em 2025. Segundo o Índice FipeZAP, divulgado nesta terça-feira (6), é a segunda maior variação anual dos últimos 11 anos, sendo inferior apenas a 2024 (7,7%).
O resultado superou a inflação anual medida pelo IGP-M/FGV (-1,05%), assim como a inflação oficial do país, dada provisoriamente pela variação do IPCA/IBGE nos 11 meses encerrados em novembro, acrescida da prévia de dezembro, pelo IPCA-15* (+4,18%).
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Os imóveis de um dormitório tiveram a maior valorização (+8,05%). Já a menor variação média dos preços foi de unidades com quatro ou mais dormitórios (+5,34%).
O índice é feito com base em informações sobre preços de venda de imóveis residenciais em 56 cidades brasileiras, incluindo 22 capitais.
O aumento nas capitais
- Salvador (+16,25%);
- João Pessoa (+15,15%);
- Vitória (+15,13%);
- São Luís (+13,91%);
- Fortaleza (+12,61%);
- Belo Horizonte (+12,03%);
- Belém (+11,75%);
- Goiânia (+11,49%);
- Maceió (+10,50%);
- Cuiabá (+10,31%);
- Florianópolis (+9,07%);
- Natal (+8,51%);
- Manaus (+8,45%);
- Recife (+6,64%);
- São Paulo (+6,56%);
- Porto Alegre (+6,44%);
- Campo Grande (+4,08%);
- Brasília (+3,71%);
- Rio de Janeiro (+3,13%);
- Teresina (+2,80%);
- Aracaju (+2,79%).
Preço médio por metro quadrado
O preço médio de venda residencial foi de R$ 9.611/m². Entre os tipos de imóveis analisados, imóveis com um dormitório apresentaram o maior preço médio (R$ 11.669/m²), enquanto as unidades com dois dormitórios registraram o menor valor (R$ 8.622/m²).
Considerando as 56 localidades monitoradas, os maiores valores amostrais foram identificados em duas cidades catarinenses: Balneário Camboriú (R$ 14.906/m²) e Itapema (R$ 14.843/m²).
E os menores, em Pelotas/RS (R$ 4.353/m²) e Betim/MG (R$ 4.700/m²).
Valor médio nas capitais
- Vitória (ES) (R$ 14.108/m²)
- Florianópolis (R$ 12.773/m²);
- São Paulo (R$ 11.900/m²);
- Curitiba (R$ 11.686/m²);
- Rio de Janeiro (R$ 10.830/m²);
- Belo Horizonte (R$ 10.642/m²);
- Maceió (R$ 9.836/m²);
- Brasília (R$ 9.754/m²);
- Fortaleza (R$ 8.963/m²);
- São Luís (R$ 8.617/m²);
- Recife (R$ 8.446/m²);
- Belém (R$ 8.341/m²);
- Goiânia (R$ 8.139/m²);
- Salvador (R$ 7.972/m²);
- João Pessoa (R$ 7.970/m²);
- Porto Alegre (R$ 7.505/m²);
- Manaus (R$ 7.189/m²);
- Cuiabá (R$ 6.801/m²);
- Campo Grande (R$ 6.330/m²);
- Natal (R$ 6.146/m²);
- Teresina (R$ 5.789/m²);
- Aracaju (R$ 5.282/m²).
Aumento em dezembro
Em dezembro de 2025, o aumento médio foi de 0,28%, desacelerando em relação ao resultado no mês precedente (+0,58%).
Além disso, a variação no último mês de 2025 também foi inferior ao registro de dezembro de 2024, quando os preços de venda residencial avançaram, em média, 0,66%.
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