Saiba quais mudanças o Reino Unido anunciou para estimular a economia
Em discurso ao Parlamento, ministro das Finanças, John Healey, apresenta aumento temporário de impostos sobre bancos, auxílio para despesas com energia e mudanças na habitação e nas aposentadorias
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O ministro das Finanças do Reino Unido, John Healey, apresentou nesta quarta-feira (28), em discurso oficial na Câmara dos Comuns, em Londres, o Orçamento de 2026. O pacote inclui aumento da tributação sobre os bancos, apoio financeiro à população e alterações nas políticas de habitação, previdência e distribuição de receitas públicas.
Uma das prioridades é reduzir o impacto das contas de energia. Na Inglaterra, até 20 milhões de famílias enquadradas nas faixas A a D do imposto residencial britânico terão direito a um pagamento de 100 libras, a partir de janeiro de 2027. O benefício busca compensar parte das despesas com gás e eletricidade, pressionadas pelo conflito no Oriente Médio.
Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte receberão recursos para que seus governos possam oferecer assistência semelhante.
Para financiar parte do auxílio, a sobretaxa sobre os lucros dos bancos passará de 3% para 6%. A cobrança adicional terá duração de 15 meses, entre janeiro de 2027 e março de 2028.
Na habitação, Healey apresentou mudanças para facilitar a compra do primeiro imóvel. O programa de poupança Lifetime ISA será substituído pelo First Time Buyer ISA. Pelas novas regras anunciadas, quem optar por uma propriedade acima do limite de preço permitido poderá recuperar pelo menos o valor originalmente depositado.
O orçamento também reserva 4,7 bilhões de libras para uma linha de empréstimos com apoio governamental, destinada a compradores da primeira casa, especialmente aqueles que não contam com ajuda financeira familiar.
As aposentadorias públicas passarão por ajustes a partir de 2030. O mecanismo conhecido como triple lock, que atualmente garante reajustes anuais pelo maior percentual entre inflação, crescimento médio dos salários e 2,5%, será modificado para manter os benefícios acompanhando a evolução dos preços e dos rendimentos.
Segundo as projeções apresentadas pelo ministro, a alteração poderá gerar uma economia anual de 15 bilhões de libras até o final da década de 2030, chegando a 50 bilhões em 2050.
Na assistência social, está prevista a criação de um serviço nacional de cuidados para idosos, com a proposta de ampliar o atendimento à população mais velha e reduzir a sobrecarga das famílias e do sistema público de saúde.
Outra mudança envolve a arrecadação regional. A partir de 2027, prefeitos de autoridades regionais estratégicas passarão a receber 20% das receitas provenientes dos impostos sobre imóveis comerciais, conhecidos como business rates. Em 2028, terão acesso também a uma parcela do imposto de renda.
Até o final da década, a intenção é permitir que essas receitas comerciais sejam integralmente mantidas nas administrações locais, ampliando os recursos disponíveis para infraestrutura e serviços públicos.
O orçamento combina iniciativas de curto prazo, como o auxílio para energia, com reformas previstas para os próximos anos. O governo britânico espera que a redução de despesas domésticas, o apoio à habitação e a maior autonomia financeira das regiões contribuam para estimular a atividade econômica.
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