O passaporte vacinal, seu bem maior e mal menor
Trapalhadas e trapaças ideológicas, gerenciais e econômicas aumentam o risco já existente de um retrocesso vacinal no mundo
Eduardo Olimpio|Do R7

E o tal do passaporte sanitário, hein? Quem ainda não ouviu dizer sobre sua pertinência ou não em tempos viróticos como o atual? Claro, a existência dos vírus não é de agora, aliás, remonta a tempos muito, mas muito anteriores a existência humana nesta crosta terrestre.
Desde lá detrás na História as diversas formas animais e seus conviveres bípedes, estes aclamados como humanos com uma minoria expressiva de seus exemplares sendo dotados - de forma questionável - de alguma inteligência que os fazem supor mais fortes e dominantes na cadeia de sobrevivência, disputam a loteria da vida, ora como elementos hospedeiros uns dos outros, ora como agentes externos migratórios de sistemas naturais que, invariavelmente, cruzaram suas frágeis fronteiras biológicas.
Ou seja, não é de hoje que convivemos, como hóspedes involuntários nos nossos intestinos e demais dispositivos ou ‘bichinhos’ de fora do corpo humano, com os chamados microrganismos.
Milênios, para ficarmos num raciocínio temporal mais fácil de lidar, foram necessários até o Homem passar a conhecer mais de perto esses coabitantes terráqueos. Nessa cadeia do conhecimento e do tempo, descobriu-se muito sobre bactérias, vírus, protozoários, bolores, fungos e outras coisas de que não me lembro mais, por mim ‘congeladas’ desde as aulas dos já extintos ginásio e colegial!
Com o avanço ininterrupto da ciência e seus respectivos processos de experimentos científicos que acumulam conhecimento, a humanidade criou as chamadas vacinas, que simplificadamente são substâncias injetadas no corpo humano a fim de protegerem este frágil ecossistema de ataques. De quem: Justamente destes microrganismos, dos considerados hostis ao bom funcionamento do nosso organismo. Essa hostilidade é chamada de infecção, e quando não é levada a sério, ou seja, quando negligenciada ou mal detectada, pode arruinar o sistema de defesa do corpo e, de forma rasteira, por a perder tudo o que aqui dentro de cada um de nós faz rodar a bioengrenagem que energiza o que é conhecido como vida.
Assim, com as pesquisas e resultados positivos desses medicamentos no tempo e espaço, surgiram de forma sistemática as vacinações, apoiadas historicamente por organismos multilaterais globais na área da saúde que tratam de cuidar de cada ser humano do planeta, mesmo que de forma utópica para muitas das leituras que se façam.
Isso permite que hoje possamos saber, conhecer, estudar e nos aprofundar na dinâmica de como essas verdadeiras campanhas mundiais de vacinação atuam para, por exemplo, prevenirem ou erradicarem doenças como a varíola, ou diminuírem de forma expressiva a incidência de poliomielite, a difteria, a coqueluche e, mais recentemente, a evitarem estágios mais graves de doenças novas e velhas conhecidas como a covid-19 e a malária (ambas contam com vacinas em estágio ainda experimental).
Taí a confusão. Para parcelas sociais de formadores de opinião (cientistas ou não) e seus seguidores, pelo fato de serem experimentais, não deveriam ser classificadas como vacinas e, muito menos, exigidas sua inoculação. Evoca-se a primariedade delas, o autoritarismo e a ameaça à liberdade do cidadão. Já uma imensa maioria de pesquisadores apoia a massificação do uso destas drogas em forma de vacina e pressiona autoridades mundo afora pela adoção de um passaporte sanitário/vacinal, com a covid-19 no alvo central de sua existência e exigência.
Pelos argumentos dosados por ‘substancias’ sensacionalistas, políticas, apoteóticas, ideológicas, erráticas e perigosas, eu estou do lado do segundo grupo e grito pelos excluídos da imunização mundial, concentrados no continente africano, países pobres da América Central e seus congêneres do sudeste asiático.












