Superluxo em São Paulo: o que os números revelam sobre o futuro do mercado imobiliário
Novas tendências reformulam o conceito de exclusividade e atraem investidores para novas regiões
Espaço Prisma|Rodrigo Zaborowsky*
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O mercado imobiliário de luxo e superluxo em São Paulo acaba de registrar um dos maiores saltos de sua história recente. Segundo dados da Brain Inteligência Estratégica, entre abril e junho deste ano foram lançadas 1.146 unidades residenciais de alto padrão, contra apenas 435 no mesmo período de 2024. O Valor Geral de Vendas também acompanhou o movimento: R$ 7,1 bilhões, alta de 121% em relação ao ano passado.
À primeira vista, pode parecer apenas um reflexo da demanda reprimida por imóveis de alto valor. Mas, olhando mais de perto, esses números revelam algo maior: uma mudança no mapa do superluxo paulistano. Regiões como Pinheiros, Vila Mariana e Moema, antes consideradas secundárias para esse segmento, passaram a disputar espaço com bairros tradicionais como Itaim e Jardins.
Essa migração não acontece por acaso. Ela está ligada a novas prioridades dos compradores de alto padrão, que buscam uma combinação entre exclusividade, mobilidade e qualidade de vida. A proximidade de polos culturais, a presença de serviços de excelência e a vitalidade urbana de determinados bairros têm se mostrado tão relevantes quanto o prestígio de um CEP consagrado.
Como executivo do setor, vejo esse movimento como uma reconfiguração saudável. A expansão do superluxo para novas áreas aumenta a liquidez do mercado, valoriza regiões emergentes e diversifica a oferta de produtos. Também força incorporadoras e construtoras a inovarem, seja no desenho dos projetos, seja na integração com o entorno.
O resultado é que São Paulo deixa de ter um superluxo concentrado em poucas ilhas e passa a oferecer um leque mais amplo de opções para investidores e moradores. Esse processo não apenas reposiciona a cidade no cenário global do mercado de alto padrão, como também redefine o conceito de exclusividade, que agora está cada vez mais associado a experiências únicas e à capacidade de viver bem em diferentes pontos da metrópole.
O futuro do superluxo em São Paulo, portanto, não está em repetir fórmulas do passado, mas em antecipar os desejos de um consumidor mais exigente, conectado e seletivo. Se os números da Brain mostram o presente, o desafio das empresas que atuam nesse segmento é interpretar o que vem a seguir — e entregar empreendimentos à altura de uma cidade em constante transformação.
*Rodrigo Zaborowsky é Chief Operating Officer (COO) de incorporadora especializada em empreendimentos de alto padrão em São Paulo
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp












