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Como conseguir o primeiro emprego

O dilema de conseguir a primeira oportunidade é o pesadelo de muitos profissionais iniciantes

Eu Quero o Sucesso|Flávio GuimarãesOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Conseguir o primeiro emprego é um desafio que muitos enfrentam devido à exigência de experiência prévia.
  • É importante elaborar um currículo destacando cursos, atividades voluntárias e habilidades naturais.
  • As vagas de primeiro emprego podem ser encontradas em instituições como CIEE e IEL, além de cadastros em sites específicos.
  • Contar com a rede de contatos, como amigos e familiares, pode ser uma estratégia eficaz na busca por oportunidades.

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Alcançar o primeiro emprego é um desafio e pesadelo, ao mesmo tempo. Como alcançar uma vaga se a maioria das empresas pede a famosa “experiência na função”? Como conseguir a primeira experiência se ninguém der a oportunidade para isso acontecer? Parece que, quanto mais nos perguntamos, mais afundamos em um labirinto confuso e sem saída. Mas calma...


Além disso, outros pontos críticos surgem quando há a necessidade de apresentar um currículo, por exemplo. Como elaborar um se ainda não existem experiências, nem cursos, nem formações técnicas e específicas?

Para que tenhamos uma luz no final do túnel sobre esse tema, vou listar algumas estratégias que podemos usar para compensar a falta da experiência formal em si. Sim, é possível criar essa compensação de leitura, para que assim, tenhamos êxito na busca pelo primeiro emprego.


Ainda sobre esse assunto, também precisamos entender que o formato de buscas de vagas para o primeiro emprego é diferente de todas as outras. Antes de tudo, saber onde elas estão é o passo fundamental para essa jornada. Ah... nem sempre elas estão nos RHs, viu?


O QUE DEVE SER INSERIDO EM UM CURRÍCULO DE PRIMEIRO EMPREGO

Mesmo que você não tenha experiência em si para expor, há algumas estratégias que podemos usar para criar musculatura de leitura no currículo. Olha só algumas delas...


- cursos feitos: dentro de cada curso, há subáreas que podemos destacar e potencializar tanto na escrita quanto na exposição de conhecimentos. Quer um exemplo prático disso? Se você tem um curso de técnico de mecânica, há subitens de conhecimentos como projetos, manutenção, montagem e outros. Somente com esses 3 itens que falei, já dá para criarmos descrições interessantes. Olha só...

Descrição 1: conhecimentos em elaboração de projetos.

Descrição 2: conhecimentos em procedimentos de manutenções mecânicas.

Descrição 3: montagens e desmontagens de máquinas.

Somente aí já temos três descrições que podem ser inseridas no tópico “Síntese de Conhecimentos”, que deve ficar no topo do currículo.

Da mesma forma, podemos fazer em outros cursos. A fragmentação de descrições de conhecimentos técnicos pode criar uma leitura interessante, aumentando a probabilidade de chamamento para a entrevista inicial.

- atividades de voluntariados: em atividades voluntárias geramos conhecimentos que podemos usar nas descrições do currículo. Mesmo que não haja um curso de formação, muitos fatores são treinados e isso pode nos deixar em vantagem, se expormos isso de forma correta. Quer um exemplo disso?

Exemplo 1: Maria participa do grupo de jovens da igreja. Nesse movimento, eles fazem ações sociais de distribuição de alimentos e brinquedos em comunidades carentes. Para isso acontecer, é necessário captar doações, administrar os valores recebidos e fazer as compras de tudo. Para a captação de doações, desenvolva a habilidade NEGOCIAÇÃO. Para administrar os valores, desenvolvemos a habilidade CONTROLE. Para fazer as compras, desenvolvemos a habilidade de COTAÇÕES. Somente com esse exemplo, percebeu que potencializamos três conhecimentos?

Exemplo 2: Guilherme faz, mensalmente, um bazar para vender roupas e doar os recursos para uma comunidade carente. Com isso, ele divulga, recepciona pessoas e vende os produtos. Com a divulgação, ele desenvolve a habilidade de MARKETING. Com a recepção de pessoas, ele desenvolve a habilidade ATENDIMENTO AO PÚBLICO. Corretamente, ele desenvolve a habilidade de NEGOCIAÇÃO.

É por isso que, se você tiver alguma atividade voluntária, mapeie tudo que você faz nela e detalhe por meio de estratégias como as desses dois exemplos acima.

- habilidades e comportamentos naturais: sabe aqueles talentos que ninguém sabe como existem e que a pessoa já nasceu sabendo aquilo? Até isso pode ser usado para um currículo de primeiro emprego. A habilidade de desenhar, cantar, cálculos matemáticos, facilidade em resolver conflitos e a liderança em grupo são alguns dos exemplos que podemos citar sobre esse tópico. Por isso, é importante que você faça um mapeamento de tudo que você tem facilidade em lidar.

ONDE ENCONTRAR ESSAS VAGAS?

Redes sociais, jornais ou outros meios de comunicação normalmente não são as fontes ideais para achar vagas de primeiro emprego. Isso ocorre porque culturalmente não há divulgações de vagas assim, pois pode gerar uma significativa sobrecarga em e-mails ou de pessoas na sede da empresa ou instituição que divulgar. Corretamente, normalmente cria-se um banco de dados que é alimentado por preenchimentos de cadastros em espaços como “Trabalhe Conosco” ou “Cadastre seu currículo”.

As instituições que naturalmente trabalham nesse eixo são CIEE e IEL. Nos sites dessas duas instituições, sempre há um espaço para o preenchimento de cadastros para candidatos(as) ao primeiro emprego. Por isso, o ideal é que o cadastro seja realizado e que um contato telefônico seja feito para saber se pode ir se apresentar na sede.

Além dessas instituições, muitas outras instituições de cursos técnicos ou algo similar também possuem setores de empregabilidade que podem facilitar o ingresso na primeira oportunidade.

QUEM SÃO AS PESSOAS QUE DEVO PROCURAR PARA ISSO?

Cada nível de vaga tem um(a) profissional que normalmente recruta pessoas. Para o nível de primeiro emprego, assim como o estágio, as pessoas responsáveis, na maioria dos casos, são assistentes e analistas de RH, se a vaga estiver sendo trabalhada diretamente pela empresa. Se for em alguma instituição como o CIEE, a pessoa responsável é a do setor de seleção ou empregabilidade.

Para acharmos essas pessoas, há várias formas de fazermos, entretanto, as duas que se mostram mais produtivas são a de comparecer presencialmente na empresa ou instituição, e a procura pela pessoa em redes sociais. Sobre isso, não sinta que está sendo inconveniente. Vá e faça. Se não der certo, é o risco que corremos e, em seguida, partimos para outra. O que não falta são empresas. A cada esquina, há uma.

OS AMIGOS E CONHECIDOS DA FAMÍLIA

Essa é a estratégia mais assertiva que podemos usar. Pais, tios, avós, primos ou qualquer outro membro da família são pessoas que conhecem outras pessoas e que podem nos ajudar a procurar o primeiro emprego. Você já sabe onde os seus familiares estão trabalhando? Será que na empresa que eles trabalham não estão selecionando? Você já fez esse levantamento?

Por ser uma alternativa muito eficaz de procurar emprego, o seu público interno é o primeiro a recorrer. O motivo? Eles já conhecem você e a disposição em ajudar tende a ser muito maior do que uma pessoa que não lhe conhece.

E aí, vamos para a prática?

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