Café tradicional fica 21,2% mais barato no varejo em agosto
Preço médio caiu de R$ 62,83 para R$ 49,50 por quilo em um ano; vendas de café cresceram 2,3% até agosto
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O preço do café tradicional e extraforte caiu 21,22% no varejo brasileiro em agosto, na comparação anual. Segundo a Abic (Associação Brasileira da Indústria do Café), o produto passou a custar R$ 49,50 por quilo. Em agosto de 2025, o preço médio chegava a R$ 62,83 por quilo.
A queda foi a maior entre todas as categorias de café monitoradas pela entidade. Ao mesmo tempo, as vendas de café no varejo cresceram 2,3% entre janeiro e agosto. A comparação considera o mesmo período de 2025, segundo levantamento da Abic.
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Varejo vende 13,5 milhões de sacas
O varejo comercializou cerca de 13,5 milhões de sacas de café nos oito primeiros meses de 2026. Desse total, aproximadamente sete milhões de sacas foram vendidas entre maio e agosto. O período inclui os meses de inverno, tradicionalmente favoráveis ao consumo da bebida.
A Abic projeta crescimento de aproximadamente 2,5% no consumo brasileiro no ciclo atual. A entidade considera o período entre novembro de 2025 e outubro de 2026 nessa projeção. No entanto, a associação ainda depende da consolidação das estatísticas para confirmar a estimativa.
Segundo o presidente da Abic, Pavel Cardoso, a avaliação considera os três quadrimestres do período. “A expectativa é de um crescimento médio de 2,5%, e esperamos até superar esse patamar”, afirma Cardoso. O presidente, porém, destaca que a estimativa ainda é preliminar. “Mas o fiel da balança é a questão climática”, acrescenta.
Preços caem em todas as categorias
A redução dos preços atingiu todas as categorias acompanhadas pela Abic. Depois do tradicional e extraforte, o café solúvel registrou a segunda maior queda anual. O preço médio do produto caiu 19,31%, de R$ 252,36 para R$ 203,64 por quilo.
Os cafés superiores ficaram 14,37% mais baratos no período analisado. Já os cafés gourmet registraram redução de 13,18% nos preços médios. Nos cafés especiais, a queda alcançou 10,34%.
As demais categorias tiveram reduções mais moderadas durante o período. O preço do café descafeinado caiu 4,86%, enquanto o drip coffee recuou 3,38%. Já o café em cápsulas apresentou queda de 1,39% no preço médio.
Mercado mostra sinais de acomodação
Na comparação entre julho e agosto de 2026, os preços oscilaram menos na maioria das categorias. Segundo a Abic, o comportamento indica uma acomodação do mercado após as fortes movimentações registradas em 2025.
Além disso, o abastecimento de matéria-prima das indústrias apresentou melhora. A associação afirma que a oferta de cafés arábica e canéfora mudou de classificação no fim de maio. Antes, o mercado considerava a oferta como “seletiva”. Depois disso, a disponibilidade passou para a classificação de “normalidade”, segundo a entidade.
Vendas oscilam no segundo quadrimestre
Apesar do crescimento acumulado no ano, as vendas oscilaram durante o segundo quadrimestre. Entre junho e julho, o volume comercializado aumentou 5,80%. Depois, as vendas recuaram 3,77% entre julho e agosto.
A Abic relaciona parte dessa oscilação ao comportamento sazonal do consumo. As temperaturas mais baixas costumam estimular o consumo de café, enquanto o calor reduz a procura. O levantamento reúne informações de empresas associadas e não associadas à Abic. Segundo a entidade, as empresas associadas representam 86% do mercado brasileiro.
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