Brasil pode enfrentar apagão de pilotos em meio à alta de voos
Com retomada acelerada da aviação, formação não acompanha demanda e companhias já sentem o impacto
Gargalos do Brasil|Emerson Ramos, da RECORD
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Quem passa pelos principais aeroportos brasileiros e se depara com o grande movimento de passageiros não tem dúvidas de que a aviação vive um momento de expansão. Uma boa notícia para as companhias aéreas, mas também acompanhada de um desafio. A formação de novos pilotos não tem acompanhado o crescimento do setor, como pude constatar na reportagem especial produzida para o Jornal da Record.
Nosso objetivo era explicar por que a busca por profissionais qualificados para uma missão tão crucial —comandar em segurança o transporte aéreo de milhões de passageiros— se tornou mais difícil e virou um gargalo na operação das companhias.
Ouvimos a maior empresa brasileira do setor, pilotos, uma associação que representa os profissionais, instrutores de voo. Uma das causas para o problema foi apontada por todas as fontes. A pandemia de Covid-19 paralisou cursos e treinamentos. Gerou uma defasagem ampliada pela forte retomada das rotas aéreas com a reabertura das economias.
Um fator adicional é o interesse de empresas estrangeiras, principalmente do Oriente Médio, na contratação de pilotos brasileiros. Salários muito vantajosos e a oferta de boa qualidade de vida têm levado profissionais daqui para outros mercados.
A formação de pilotos começa em escolas de aviação ou aeroclubes. Visitamos o Aeroclube de Tietê, no interior de São Paulo. Onde já existiram turmas com trinta alunos, agora, o número não costuma chegar a 10 interessados.
O tempo e o custo (com aulas teóricas, centenas de horas de voo, habilitações específicas para modelos de aeronaves) para se habilitar a pilotar grandes jatos da aviação comercial têm sido um entrave para a oferta de novos profissionais.

O próprio setor ainda não sabe qual a resposta para aumentar a formação de pilotos e evitar que o problema afete as operações no futuro. Mas, para quem sonha em voar, é um momento de oportunidades.
Uma convicção de Marcos César Lima, um dos alunos que conhecemos no Aeroclube de Tietê: “A partir do primeiro momento em que eu consegui fazer a primeira hora de voo, eu realmente decidi que era aquilo que eu queria para a minha vida.”
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