Quando os Estados Unidos desafiaram o mundo — e continuam desafiando
A crise dos mísseis de Cuba simbolizou o auge da tensão nuclear, e, décadas depois, os EUA ainda mantêm sua posição dominante, agora diante de novos adversários
Heródoto Barbeiro|Heródoto Barbeiro

Ninguém sabe com certeza qual será a decisão do presidente americano. Os veículos de comunicação apresentam análises e narrativas conflitantes. Para alguns, é uma ação que quer preservar a preponderância americana no mundo – e isto é uma coisa de que a Casa Branca não abre mão.
Na campanha eleitoral, o presidente deixou bem claro que seria duro com os rivais dos Estados Unidos e ele está apenas cumprindo o que prometeu. Os eleitores, grandes ou não, financiadores ou não da campanha eleitoral dele, estão de olho e não admitem retrocesso. O slogan não é seu, mas cai bem na atual conjuntura internacional: America First.
RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Acusações sobre o imperialismo yankee pululam nas publicações de esquerda de todo o mundo, especialmente onde a rejeição do Tio Sam é mais alta, ou seja, na América Latina. Os partidos de esquerda latino-americanos tentam uma entidade supranacional para enfrentar o colosso do norte.
O poder econômico, financeiro e industrial não está em perigo. Pelo menos por enquanto. Só há uma única nação capaz de competir na fabricação de armas e participar de uma corrida armamentista que ninguém sabe aonde vai dar.
Os críticos dizem que essa política é para favorecer o complexo industrial militar americano, carreador dos bilhões de dólares dos pagadores de impostos. O fato é que o mundo nunca viveu um embate como o atual, que envolve também países rotulados de “em vias de desenvolvimento” ou do Terceiro Mundo.
A decisão sobre como atuar na presente crise, aparentemente, é exclusividade do presidente americano. Os analistas mais cuidadosos sabem que isso é bobagem. Ele é apenas o porta-voz dos grupos que assessoram a presidência dos Estados Unidos e somam uma grande quantidade de cientistas, analistas de toda ordem, especialistas em economia, finanças e em guerra. Eles apresentam suas conclusões sobre os destinos do país e cabe apenas ao presidente decidir se aceita ou não. De um jeito ou de outro, há consequências.
Não há mais tempo para adiar, nem empurrar com a barriga. O presidente convoca uma cadeia nacional de rádio e televisão para avisar ao povo americano sua decisão. Diz que os Estados Unidos não podem ser ameaçados por um país latino-americano, com o apoio de uma potência rival e inimiga.
John Kennedy explica que os soviéticos instalaram mísseis de médio alcance em Cuba e que podem transportar ogivas nucleares. Podem atingir Washington. Por isso, decreta o bloqueio naval da ilha e de qualquer navio que se dirija a Cuba transportando mais mísseis ou materiais para completar a base que os soviéticos constroem na ditadura de Fidel Castro.
O que vai acontecer? Uma Terceira Guerra Mundial, nuclear, e talvez a última da humanidade?
O ditador soviético Nikita Kruschev, por sua vez, pode recuar ou negociar. Prefere negociar no último instante. Ordena que seus navios deem meia-volta e quer a retirada dos mísseis atômicos que a Otan, entenda-se os Estados Unidos, instalaram na Turquia e que são uma ameaça para as repúblicas soviéticas do Cáucaso.
Para alívio dos providos de bom senso, o episódio termina com uma paz armada, mas o suficiente para impedir uma catástrofe mundial e o fim da civilização como a conhecíamos no ano de 1961.
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