A caminho da ONU, avião de Netanyahu evita espaço aéreo europeu para impedir mandado de prisão
Primeiro-ministro israelense está tomando uma rota aérea incomum para Nova York

A caminho de um discurso na Assembleia Geral da ONU em Nova York e de um encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump — onde ele deverá apresentar seu “Plano de 21 Pontos” para acabar com a guerra. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e sua comitiva decolaram em uma rota de voo incomum que deliberadamente contorna as nações europeias, como mostra a plataforma mundial de monitoramento de voos AirNav, parceira do blog.
Em vez da rota curta e convencional sobre países europeus, a aeronave está desviando para o sul e seguindo uma rota excepcionalmente longa. O objetivo é ficar longe dos países signatários do Estatuto de Roma que podem ser obrigados a cumprir mandados de prisão em caso de pouso de emergência, informa o Air Live.
A rota escolhida é particularmente impressionante: a aeronave segue o caminho mais ao sul possível, longe de países europeus. Trata-se de uma decisão extraordinária, tomada devido à preocupação de que um pouso forçado em um deles colocaria o Primeiro-Ministro em sério risco legal.
França entre as principais preocupações
Fontes israelenses indicam que a França é o principal país de origem da preocupação central, mas não está sozinha. Todos os países signatários do Estatuto de Roma — o tratado sob o qual o Tribunal Penal Internacional de Haia opera — são obrigados a executar os mandados de prisão emitidos por ele.
No contexto da onda de reconhecimento de um estado palestino, cresceram as preocupações em Jerusalém de que, em caso de um pouso de emergência, esses países optariam por realmente implementar suas obrigações legais.
As leis do tratado exigem que os países signatários se abstenham de atos que contradigam o propósito da carta, a menos que notifiquem o Secretário-Geral da ONU sobre sua intenção de se retirarem. Quatro países que assinaram a carta e anunciaram sua intenção de se retirar são Israel, Sudão, Estados Unidos e Rússia.
Quarenta e um países não assinaram nem aderiram à Carta de Roma. Alguns deles, incluindo a Índia e a China, criticaram a criação do Tribunal Penal Internacional.
Agenda do Encontro com Trump
A viagem de Netanyahu para se encontrar com o presidente Trump tem um significado especial, pois ele planeja apresentar seu abrangente “Plano de 21 Pontos” para encerrar o conflito atual. O encontro representa uma oportunidade diplomática crucial que a liderança israelense considerou justificar as precauções extraordinárias de voo.
O fato de os Estados Unidos não estarem vinculados ao Estatuto de Roma fornece a Netanyahu um local seguro para discussões diplomáticas de alto nível, sem medo de complicações legais.
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