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Luiz Fara Monteiro

A ‘era dourada’ da aviação executiva brasileira

Por Vinnicius Vieira, sócio-fundador da Hiria NürnbergMesse Brasil e líder do Catarina Aviation Show

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Vinnicius Vieira, sócio-fundador da Hiria NürnbergMesse Brasil Divulgação Casa9

A aviação executiva no Brasil vive um dos momentos mais expansivos das últimas décadas. E os resultados positivos não são por acaso: nossa geografia continental, com mais de cinco mil localidades atendidas pela aviação geral, cria um terreno fértil para essa expansão. Mas não é só isso que impulsiona esse movimento. Setores como agronegócio, óleo e gás foram fundamentais para tal progresso, uma vez que ficam alocados em regiões onde a disponibilidade de voos comerciais é restrita.

Na prática, nos tornamos um espaço rico para novos negócios. Os números comprovam essa percepção. Segundo a Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), o Brasil conta com a segunda maior frota de aviação executiva do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Pela primeira vez, superamos a marca de mil aeronaves em operação.


Quando pensamos no crescimento da aviação geral, os modelos que puxam essa aceleração também apontam uma tendência: turboélices (17%), seguidas por jatos (15%). O que sinaliza uma aposta do mercado em aeronaves modernas e voltadas para a agilidade corporativa. Mais do que estatísticas, o avanço revela uma mudança de mentalidade.

O que antes era visto apenas como luxo, hoje é reconhecido como uma ferramenta estratégica para logística, negócios e integração regional. Ou seja, operadoras, fabricantes, empresas de táxi aéreo, escolas de aviação, oficinas de manutenção e eventos especializados formam uma rede sólida que sustenta e acelera esse movimento.


É justamente nesse ponto que, na minha visão, entra um forte indicativo do vigor da aviação executiva brasileira: o sucesso dos encontros e feiras especializadas que reúnem empresários, investidores, entusiastas e players internacionais. O Catarina Aviation Show, por exemplo, é reflexo direto desse momento pujante. Sua última edição bateu recorde em volume de negócios, teve ampliação na área de exposição de aeronaves, trouxe um dos maiores jatos executivos do mercado e contou com a participação de marcas estreantes, que apostaram no evento e na força do mercado nacional. E esse ‘boom’ anda lado a lado com o segmento, uma vez que ambos se alimentam, se fortalecem e se projetam mutuamente.

Mais do que estatísticas, o que vemos é um setor em plena decolagem e sem previsão de pouso a curto prazo. Felizmente, nossa aviação encontrou seu vento de cauda e cabe a nós manter o ritmo, garantir a segurança e fomentar a inovação. O céu, como dizem, é o limite.


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