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Luiz Fara Monteiro
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Abear alerta para impacto da reforma tributária na conectividade do país

Impacto estimado na operação das companhias aéreas chega a R$ 8,4 bilhões por ano

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Preocupação com impactos foi relatada em reunião do Conselho Nacional de Turismo Vinicius Magalhães

A operação das companhias aéreas pode ser fortemente afetada pela reforma tributária. O alerta foi feito pelo gerente de Relações Institucionais da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Renato Rabelo, na reunião do Conselho Nacional do Turismo (CNT), realizada nesta quarta-feira (16), em São Paulo.

A carga de impostos incidente sobre a receita líquida dos voos domésticos pode passar dos atuais 8,3% para 27%. Já no transporte internacional, a carga estimada sairia dos atuais 1,7% para 14%. No agregado, o aumento da carga do transporte regular de passageiro seria superior a 3 vezes.O impacto estimado chega a R$ 8,4 bilhões por ano, elevando de forma estrutural e permanente o custo de voar.

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“Este custo precisará ser absorvido de alguma forma, seja pelo aumento no preço da passagem nas rotas que conseguirem suportar, seja pela descontinuidade do serviço em localidades de baixa demanda e mais sensíveis a custo”, disse Rabelo.

O CNT é um colegiado de assessoramento do Ministério do Turismo que reúne mais de 90 entidades do trade.

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Essa alta dos tributos pode levar a uma queda na demanda doméstica de 5% a 6,2%, de acordo com estudo contratado pela Abear à LCA Consultoria Econômica. Isso equivaleria a uma redução de 4,1 milhões a 5,1 milhões de passageiros.

“Se nada for feito, a tendência natural nos próximos anos é a de concentração de rotas domésticas e internacionais na região Sudeste, com forte impacto para a cadeia do turismo que depende da aviação regional”, ressaltou Rabelo.

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As novas regras tributárias, previstas para 2027, passarão a valer em meio a outra variável que afeta a indústria de aviação há seis meses: o choque do combustível de aviação (QAV). Com alta acumulada de 70% desde fevereiro e impacto de R$ 6,3 bilhões na despesa das companhias com o insumo em razão da guerra no Oriente Médio, a programação doméstica de setembro já está 2,5% abaixo do previsto em março.

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