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Luiz Fara Monteiro
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Abesata e Sineata apoiam programa Transplantar

Projeto do governo paulista quer usar aeronaves particulares na captação e transporte de órgãos para doação

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Apoio ao programa Transplantar Divulgação Abesata

A Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares ao Transporte Aéreo (Abesata) e o Sindicato Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo (Sineata) apoiam o programa TransplantAR, criado pelo governo paulista na última segunda-feira (9/9). O projeto prevê a utilização de aeronaves particulares para o transporte de órgãos destinados a transplantes. A iniciativa tem como objetivo beneficiar milhares de pessoas ao agilizar a logística de captação de órgãos, hoje realizada basicamente pelas companhias aéreas e pela Força Aérea Brasileira (FAB).

A aviação regular voa para pouco mais de 250 cidades brasileiras, enquanto a aviação executiva, com aviões de pequeno porte, jatos e helicópteros, pode voar para basicamente qualquer lugar que tenha uma pista para pousos e decolagens. Por isso a importância do TransplantAR, aumentando exponencialmente a capacidade de captação e transporte de órgãos.

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“Hoje estamos falando de amor. Não podemos pensar que a doação de órgãos, esse gesto de amor, não ocorra por falta de logística. Podemos fazer a diferença com aeronaves que alcançam as pistas mais remotas e que podem, de fato, fazer esse transporte de órgão”, afirma o governador Tarcísio de Freitas.

A assinatura do programa foi feita em parceria com o Instituto Brasileiro de Aviação (IBA) e não terá custos aos cofres públicos. O IBA será responsável por selecionar os proprietários das aeronaves que possam doar horas de voo para o TransplantAR. Assim, a Central de Transplantes acionará o IBA quando as equipes ou hospitais precisarem de apoio aéreo para realizarem o deslocamento até o local onde se encontra o potencial doador.

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Somadas, as companhias aéreas transportaram 5.820 órgãos no ano passado, e a FAB, 254. A aviação comercial atinge 2% dos 5.750 municípios brasileiros, enquanto a aviação geral e executiva alcança quase 3.000 cidades, uma capilaridade 18 vezes maior. De acordo com dados da Associação Brasileira da Aviação Geral (ABAG), o Brasil tinha 10.237 aeronaves particulares registradas em julho de 2024 entre turbo-hélices, jatos e helicópteros.

O diretor-executivo do Sineata, José Mário d’Ângelo Braz, quer sensibilizar empresários e proprietários para que abracem o projeto TransplantAR e disponibilizem suas aeronaves para o transporte de órgãos. “Não só pela maior capilaridade que a aviação geral e executiva têm em alcançar um número muito maior de cidades do que a aviação comercial, mas também por poder pousar em cidades com acesso remoto, fora do mapa. Imagine o quanto o programa de transplantes vai ganhar com isso”, enfatiza o diretor.

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Transplantes no Brasil

Entre 2013 e 2023, 2,4% de órgãos coletados (coração, pulmão e fígado), ou seja, 965 potenciais transplantes, não foram realizados por dificuldade no transporte. Em 2023, foram mais de 29,2 mil cirurgias no Brasil, um aumento de 11% em relação ao ano anterior. Atualmente, há mais de 66 mil pacientes na fila de espera da doação.

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Em julho de 2024, cerca de 23 mil pessoas aguardavam por um órgão ou tecido no estado de São Paulo, que é responsável por 31% de todos os transplantes realizados no país – somente no primeiro semestre de 2023, foram realizados 5.077 transplantes de coração, fígado, pâncreas, pulmão, rins e córneas.

A Central de Transplantes do Estado de São Paulo registrou, também em 2023, um aumento de 5% no volume de transplantes de órgãos e tecidos em relação ao ano anterior – 8.176 e 8.597, respectivamente. No primeiro semestre deste ano, foram 4.027 transplantes totais.


Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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