Logo R7.com
RecordPlus
Luiz Fara Monteiro

Aérea responde na Justiça por morte de passageiro vegetariano que recebeu refeição errada

Vítima, que era vegetariana estrita, morreu após complicações decorrentes do consumo de uma refeição à base de carne que lhe foi servida por engano

Luiz Fara Monteiro|Luiz Fara MonteiroOpens in new window

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Homem vegetariano estrito morreu após receber refeição com carne durante voo da Qatar Airways.
  • Ação judicial alega homicídio culposo e negligência da companhia aérea por não fornecer a refeição adequada.
  • O passageiro engasgou e perdeu a consciência, resultando em um pouso de emergência em Edimburgo.
  • Vítima foi diagnosticada com pneumonia por aspiração, que levou ao óbito após três horas sem resposta.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Passageiro morre após consumir refeição servida por engano Qatar Airways

Um trágico incidente a bordo desencadeou uma ação judicial por homicídio culposo contra a Qatar Airways depois que um homem do sul da Califórnia, que era vegetariano estrito, morreu após complicações decorrentes do consumo de uma refeição à base de carne que lhe foi servida por engano durante um voo de longa distância. Vegetarianos estritos, também chamados de vegetarianos puros, não consomem nenhum tipo de alimento de origem animal. Sua alimentação é exclusivamente à base de plantas, como frutas, vegetais, grãos, legumes e cereais.

O médico cardiologista Asoka Jayaweera, 85, voava do Aeroporto Internacional de Los Angeles (LAX) para Colombo, Sri Lanka, com uma escala no Aeroporto Internacional de Hamad (DOH), quando supostamente engasgou ao tentar comer a carne de uma refeição não vegetariana.


A ação, movida em um tribunal federal da Califórnia, alega negligência e homicídio culposo. E sugere que a Qatar Airways não forneceu a refeição vegetariana pré-encomendada e, em vez disso, instruiu o Sr. Jayaweera a “comer em torno” da carne na única opção de refeição disponível.

Pouco depois, Jayaweera começou a engasgar e perdeu a consciência. O incidente ocorreu durante o voo, cerca de duas horas e meia após a decolagem, de acordo com documentos legais apresentados por seu filho, Surya Jayaweera.


Apesar dos esforços da tripulação para ajudá-lo usando equipamentos médicos e orientação remota da MedAire, sua condição piorou.

De acordo com o The Independent , a saturação de oxigênio teria caído para um nível crítico de 69%, e ele permaneceu sem resposta por mais de três horas antes que a aeronave fizesse um pouso de emergência em Edimburgo, na Escócia.


A tripulação de voo informou inicialmente a um companheiro de viagem de Jayaweera que a aeronave não poderia desviar por estar sobre o Oceano Ártico.

No entanto, o processo contesta essa alegação, afirmando que a rota de voo na época os colocava sobre o Centro-Oeste dos EUA, especificamente Wisconsin, onde um pouso de emergência poderia ter sido possível.


A demora no desvio, segundo a denúncia, contribuiu significativamente para a morte da vítima.

Quando o voo finalmente pousou em Edimburgo, na Escócia, Jayaweera, um “vegetariano estrito”, estava inconsciente há cerca de três horas e meia, segundo a denúncia. A denúncia afirma que ele foi levado ao hospital, mas que já era tarde demais.

Jayaweera foi posteriormente diagnosticado com pneumonia por aspiração, uma infecção pulmonar causada pela inalação de alimentos ou líquidos, que acabou sendo fatal.

Viajantes com restrições alimentares específicas já enfrentaram problemas em pleno voo. No ano passado, o astro britânico de reality show Jack Fowler, que tem uma grave alergia a nozes, disse que quase morreu a bordo de um voo da Qatar Airways para Dubai ao ser servido um curry de frango com nozes. A mesma coisa teria acontecido com Fowler um ano antes, quando lhe serviram sorvete com nozes, também a bordo da Qatar Airways.

No verão, um voo da Singapore Airlines de Frankfurt para Nova York foi forçado a pousar em Paris quando uma mulher de 41 anos, alérgica a frutos do mar, ficou “gravemente doente” depois de dizer que lhe serviram uma refeição contendo camarão.

Um porta-voz da Qatar Airways não respondeu a um pedido de comentário na segunda-feira feito pelo The Independent. Segundo o jornal britânico, uma mensagem enviada ao advogado que representa a companhia aérea no processo movido por Surya Jayaweera – que disse ao The Independent estar ocupado com tarefas e não pôde ser entrevistado – não obteve resposta.

Além das opções padrão, como frango biryani e cuscuz com carne, a Qatar Airways, a companhia aérea nacional do Emirado do Catar, oferece 19 refeições especiais, das quais sete são sem carne: uma refeição vegana completamente desprovida de carne, aves, peixes, mel, ovos ou laticínios; uma refeição vegetariana crua contendo apenas frutas e vegetais crus; uma refeição vegetariana ovo-lacto, que não contém carne, aves ou frutos do mar, mas inclui ovos e/ou laticínios; uma refeição vegetariana hindu; uma refeição vegetariana jainista; uma refeição vegetariana “oriental”; uma refeição vegetariana infantil; e um prato de frutas.

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.