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Luiz Fara Monteiro
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Air New Zealand bane AirTag em bagagens despachadas

Movido a bateria de lítio, dispositivo que permite passageiro rastrear bagagem é suspeito de provocar incêndio 

Luiz Fara Monteiro|Do R7

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Air New Zealand: proibição de AirTags em bagagens
Air New Zealand: proibição de AirTags em bagagens John Taggart - Wikimedia Commons

A Air New Zealand se tornou a mais recente companhia aérea a causar confusão sobre o uso de AirTags em bagagens despachadas, aconselhando seus passageiros que evitem o uso desses (e outros) dispositivos de rastreamento em funcionamento por “motivos de segurança”.

O caso veio à tona depois que a alemã Lufthansa enfrentou uma enxurrada de críticas por proibir os AirTags em bagagens. A empresa, então, pediu esclarecimentos à autoridade nacional de aviação civil da Alemanha, a qual confirmou que os dispositivos não representam risco de incêndio. Como resultado, a Lufthansa disse que não haveria restrição ao uso de AirTags como rastreadores de bagagem.

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No caso da empresa neozelandesa, foram citadas regras internacionais de aviação sobre dispositivos movidos a bateria de lítio em bagagens despachada — a menos que ele seja desligado. Obviamente, o ponto principal do AirTag é que ele permaneça ligado o tempo todo — e remover a bateria do dispositivo o tornaria inútil.

Como produtos como AirTag e Tile são dispositivos eletrônicos portáteis que não podem ser desligados, os regulamentos de mercadorias perigosas atualmente proíbem que sejam transportados na bagagem despachada.

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Tecnicamente, as regras de segurança elaboradas pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) estipulam que todos os dispositivos movidos a baterias com teor de lítio não superior a 2 gramas só são permitidos na bagagem despachada quando desligados. Os AirTags, porém, usam baterias de lítio do tipo CR2032, com apenas 0,109g — e acredita-se que o risco de combustão seja quase inexistente.

Embora a Air New Zealand diga que não começará a procurar AirTags nas bagagens de seus passageiros - como mostra reportagem da MacMagazine - ela pediu a seus clientes que se abstenham de usá-los como rastreadores para bagagem de porão até obter uma determinação do órgão regulador de segurança da aviação local.

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Como parte do sistema de gerenciamento de segurança da Air New Zealand, é provável que uma revisão desses produtos ocorra no início de 2023. Depois disso, podem ser realizadas discussões com a autoridade reguladora.

A companhia aérea, no entanto, também alertou que os reguladores podem adotar uma abordagem mais dura e solicitar uma triagem específica para detectar AirTags antes de permitir que as bagagens com seus dispositivos sejam despachadas.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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