Airbus identifica defeito de qualidade no A321neo
Problema afeta cerca de 500 aviões, aproximadamente metade em serviço e metade em produção

A Airbus identificou e conteve um “problema de qualidade” na estrutura da fuselagem de suas aeronaves A321neo. O defeito afeta cerca de 500 aeronaves, incluindo aproximadamente 250 já em serviço e 250 em produção, de acordo com uma fonte familiarizada com o assunto.
Outras fontes afirmam, no entanto, que o problema foi descoberto em aeronaves ainda na fábrica, o que não afeta voos em operação.
Funcionários da linha de montagem do A321neo realizavam um trabalho adicional nessas peças quando observou que o revestimento dos “stringers” (longarinas de reforço) estava incorreto. Foi assim que o problema veio à tona.
As longarinas são as longas estruturas metálicas internas da fuselagem que se estendem da parte dianteira à traseira. No A321neo, as peças localizadas na seção inferior dianteira não receberam a aplicação adequada da camada anticorrosiva. A aeronave continua voando, mas, com o passar dos anos — especialmente em ambientes com maresia e umidade —, o metal fica menos protegido do que deveria.
A Airbus classifica o caso como uma questão de qualidade, e não de segurança. Em termos de manutenção, isso significa que as aeronaves podem continuar operando. A empresa afirma ter identificado a origem do problema e já dispõe de uma solução. Não será necessário remover os *stringers*; as aeronaves já entregues passarão por inspeções adicionais e intervenções futuras.
O A321neo, o maior e mais popular jato de corredor único da Airbus, tem capacidade para até 244 passageiros e foi projetado para voar rotas de até 4.000 milhas náuticas (7.400 km). O defeito não afeta o A321XLR, aeronave de maior alcance da fabricante, afirmou a fonte à Reuters, que não pôde falar publicamente sobre o assunto confidencial.
Este é o segundo problema industrial a afetar a fuselagem do modelo mais vendido do setor em nove meses, depois que a Airbus relatou defeitos nos painéis da fuselagem em dezembro passado.
A Airbus também descreveu o problema como uma questão de qualidade sem implicações para a segurança, mas a resolução da situação causou vários meses de atrasos nas entregas.
A Airbus afirmou ter descoberto o que descreveu como um “desvio” na proteção superficial, ou revestimento, aplicado a componentes estruturais conhecidos como longarinas, que percorrem o comprimento da fuselagem. A empresa disse que a descoberta foi feita enquanto as peças já estavam sendo retrabalhadas na linha de produção.
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