Arábia Saudita confirma 3 mortes após ataques de rebeldes do Iêmen ao aeroporto de Riade
Ataques tiveram como alvo instalações aeroportuárias e aeronaves da Saudia Airlines
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A Arábia Saudita informou na sexta-feira que três cidadãos foram mortos em dois ataques na quinta-feira (8), que tiveram como alvo o Aeroporto Internacional Rei Khalid, na capital Riade, e uma aeronave da Saudia Airlines.
Em um comunicado publicado nas redes sociais, a Autoridade Geral de Aviação Civil afirmou que o primeiro ataque teve como alvo instalações aeroportuárias, enquanto o segundo atingiu uma aeronave pertencente à companhia aérea nacional.
Equipes de resposta a emergências atuaram imediatamente nos ataques, que também feriram “diversos cidadãos e residentes de várias nacionalidades”, informou a autoridade.
Os ferimentos variaram de leves a graves, e os afetados foram imediatamente encaminhados ao hospital para tratamento, segundo o comunicado, que acrescentou que os ataques também causaram alguns danos materiais.
As autoridades também anunciaram a retomada das atividades operacionais no aeroporto e que o tráfego aéreo havia retornado à normalidade.
A emissora estatal Al Ekhbariya informou que as operações de voo no aeroporto foram retomadas às 18h, horário local (15h GMT), na quinta-feira.
Em um comunicado separado, a Saudia Airlines confirmou que o incidente “causou danos a uma de suas aeronaves enquanto ela estava em solo no aeroporto”, acrescentando que não havia passageiros a bordo no momento do incidente.
A empresa também confirmou a morte de um de seus funcionários, identificado como o capitão Hamoud Ali Alkalthami, piloto da companhia aérea. Em nota de pesar publicada nesta sexta-feira (09), a Saudia lamentou a morte do profissional, destacou suas contribuições ao longo da carreira e prestou condolências à família, aos amigos e aos colegas de trabalho.
As autoridades sauditas não identificaram os responsáveis pelos ataques, que ocorrem em meio à retomada dos combates entre as forças do governo iemenita e os houthis.
O grupo ganhou força em 1990 para combater o governo do então presidente Ali Abdullah Saleh. Liderados por Houssein al-Houthi, os primeiros integrantes do grupo eram do norte do Iêmen e faziam parte de uma minoria muçulmana xiita do país, os zaiditas.
Os houthis ganharam força ao longo dos anos, principalmente após a invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos em 2003. A organização faz parte do chamado “eixo da resistência”, liderado pelo Irã contra Israel.
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