Aviação busca futuro verde e se compromete a reduzir seu impacto ambiental
A Alta participa do debate sobre políticas e inovação ambiental no 1º Fórum de Transição Energética da Aviação, promovido pela Anac
Luiz Fara Monteiro|Luiz Fara Monteiro e Luiz Fará Monteiro

A aviação está passando por uma transformação significativa, impulsionada pelo compromisso de reduzir seu impacto ambiental e contribuir para um futuro mais sustentável. Nesse contexto, a Alta (Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo) está apoiando o 1° Fórum de Transição Energética na Aviação, organizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e pela Comissão Latino-Americana de Aviação Civil (Clac).
Uma das participantes desse evento, que acontece nesta quarta (30) e na quinta-feira (31), em São Paulo, é Milena Fajardo, diretora de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Alta.
Com sua bagagem e expertise de mais de 11 anos em implementação e monitoramento de redução de emissões de carbono e combustível sustentável de aviação (SAF), Milena estará presente em dois painéis durante o fórum. O primeiro, intitulado "Perspectivas para a transição energética na aviação", promete explorar as diversas abordagens do avanço da aviação em direção a fontes de energia mais limpas e sustentáveis. O segundo painel, "Transição energética da aviação como parte da estratégia nacional dos países", vai discutir o trabalho colaborativo entre indústria e Estado para atingir a transição energética.
Para a diretora da Alta, é importante conversar sobre todo o conjunto de medidas que permitirão atingir a meta de zerar emissões líquidas para 2050. “O caminho para alcançar as metas de sustentabilidade passa pela produção e distribuição de SAF, mas também por novas tecnologias, eficiências operacionais, sistemas de compensação de emissões e mercados de carbono, economia circular, entre outros. Os marcos regulatórios devem ser pensados no curto, médio e longo prazo, visando garantir incentivos para atrair investimentos e segurança jurídica para evitar custos adicionais para a indústria e aos usuários, de acordo com as realidades de cada mercado”, afirma.
Segundo Milena, as companhias aéreas que são membros da Alta há anos executam medidas que lhes permitiram reduzir significativamente as suas emissões, mas o compromisso é de longo prazo e ambicioso. Como parte das regras para o futuro, já atuam com diversos provedores que estão desenvolvendo projetos na região para criar alianças para a aquisição do SAF. “A produção local será inicialmente muito baixa para a demanda necessária. Por essa razão, o SAF não é a única medida para alcançar a descarbonização, e é necessário um trabalho colaborativo entre operadores, fornecedores e o Estado para atingir as ambiciosas metas", ressalta.
O fórum marca um passo significativo rumo a um setor de aviação mais sustentável. O evento não apenas abordará os desafios, mas também apontará soluções concretas e parcerias colaborativas que poderão moldar o futuro da aviação de forma mais sustentável.














