Avião do presidente da Colômbia tem abastecimento negado na Espanha
Em viagem ao Oriente Médio, Gustavo Petro teve problemas durante escala em Madri por conta das sanções dos EUA

O que deveria ser uma escala técnica de rotina transformou-se em um incidente inesperado. Em viagem aos Oriente Médio, o presidente colombiano Gustavo Petro teve problemas para reabastecer seu avião durante uma escala em Madri, na Espanha, depois de ter decolado de Bogotá. Funcionários do aeroporto de Barajas, o maior da Espanha, se recusaram a abastecer o Boeing 737-700 VIP, de matrícula FAC0001. Foi necessária uma negociação especial com o governo espanhol para que a aeronave se dirigisse para uma base militar local para que o reabastecimento fosse realizado.
O motivo da recusa está na sanção americana, fruto da escalada na crise política entre Petro e o presidente Donald Trump. O americano acusa Petro de facilitar a atuação de cartéis de drogas e o incluiu na lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA.
Petro e sua família estão proibidos de viajar para os Estados Unidos e quaisquer bens que possuam no país estão congelados. Empresas americanas ou com capital americano também estão proibidas de fazer negócios com eles.
Em uma postagem no X, Petro agradeceu ao “reino da Espanha” por ajudá-lo a chegar a Riad, na Arábia Saudita, em um giro por três países, que também o levará ao Catar e ao Egito. A versão oficial é de que a empresa de reabastecimento de aeronaves em Barajas temia violar as sanções americanas contra Petro.
“As empresas que vendem combustível, prestam serviços de limpeza ou fornecem as escadas de embarque (nos aeroportos) são quase sempre americanas”, disse o ministro do Interior colombiano, Armando Benedetti.
“Eles se recusaram a prestar o serviço (de reabastecimento) por causa da lista do OFAC”, disse ele, referindo-se às duras sanções financeiras impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump a Petro, um de seus críticos mais ferrenhos. As sanções impostas a Petro em 24 de outubro foram consequência de meses de atritos entre Trump e Petro sobre as deportações de imigrantes pelos EUA e ataques a barcos suspeitos de tráfico de drogas na costa da América do Sul. Petro, um ex-guerrilheiro de esquerda, negou veementemente qualquer envolvimento com o narcotráfico e argumentou que o comércio de cocaína é alimentado principalmente pela demanda nos Estados Unidos e na Europa.
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