CEO da Air France/KLM quer poder de gestão na compra da TAP e sugere que Portugal entre no grupo se quiser influência
Investir na TAP só faz sentido se o grupo franco-holandês puder gerir a empresa portuguesa “sem interferências”, diz Benjamin Smith

O grupo Air France/KLM “continua muito interessado na TAP”, segundo o presidente executivo do grupo franco-holandês. Mas ainda depende de “estudar os dados” para decidir se avança ou não com uma proposta formal à privatização de 49,9% do capital. Benjamin Smith defendeu, em declarações aos jornalistas portugueses, que “se o Estado português quiser manter uma presença relevante na operação da TAP deve fazer o que fez o governo holandês fez na fusão da Air France com a KLM , há 21 anos, e tomar uma participação acionista no capital do grupo.
A decisão sobre uma eventual compra acontecerá “muito rapidamente”, afirma o CEO. O certo é que, se a proposta for adiante, o grupo franco-holandês sempre desejará ter o controle da gestão.
“Do ponto de vista da estrutura de capital, se o governo português quiser manter uma participação, vemos o governo português assumindo uma posição a nível do grupo, como fizemos com a Holanda”, disse Benjamin Smith durante uma coletiva de imprensa com jornalistas portugueses em Amsterdã, na última sexta-feira.
“Existem vários cenários em que o Estado português pode ter garantias”, acrescentou.
Os maiores acionistas do grupo Air France-KLM são o Estado francês, com 28%, e o Estado holandês, com 9,1%. A troca de ações é uma das possibilidades previstas no caderno de encargos para a privatização de 49,9% da TAP, dos quais 5% reservados aos funcionários. Neste cenário, o Estado português trocaria 44,5% da empresa portuguesa por uma participação no grupo Air France-KLM, que atualmente tem um valor de mercado de cerca de € 3 bilhões.
Essas garantias também foram dadas ao governo dinamarquês em relação à companhia aérea escandinava SAS, na qual a Air France-KLM detém uma participação de 19,9% desde 2024, tendo anunciado em julho sua intenção de aumentar essa participação para 60,5%, deixando a Dinamarca com 26,4%. O CEO do grupo garante que o mesmo compromisso “fará parte de uma proposta para a TAP”.
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