Logo R7.com
RecordPlus
Luiz Fara Monteiro

Colômbia passa a exigir seguro-viagem de visitantes

Exigência, que já está em vigor, vale para qualquer turista estrangeiro e passa a incluir o seguro como item obrigatório

Luiz Fara Monteiro|Luiz Fara MonteiroOpens in new window

  • Google News
Colômbia passa a exigir visto Turismo de Colômbia

Quem pretende viajar para a Colômbia precisa ficar atento a uma mudança importante: o seguro-viagem agora é obrigatório para a entrada no país. A medida altera o planejamento do turista e reforça uma tendência mundial de maior rigor e organização no setor.

Desse modo, o que antes era tratado como opcional passa a ser um item essencial. “Vemos como um movimento natural de amadurecimento do turismo. A Colômbia segue uma tendência global de proteger tanto o sistema de saúde local quanto o próprio visitante. Para o setor, isso é positivo porque tira o seguro da categoria ‘opcional’ e o coloca onde ele sempre deveria estar: no check-list de itens básicos, como a passagem”, afirma Hugo Reichenbach, sócio e diretor de operações da Real Seguro Viagem, comparadora brasileira especializada em seguro-viagem.


A nova regra deve impactar diretamente o comportamento do viajante brasileiro, especialmente daqueles que costumavam deixar o seguro para a última hora, ou até viajar sem cobertura em destinos próximos.

“O que muda é a prioridade. O brasileiro que às vezes arriscava viajar sem seguro por ser um país vizinho agora terá que se planejar. Isso formaliza o cuidado com a saúde, a bagagem e outros elementos da viagem que o seguro protege”, explica o executivo.


Segundo Reichenbach, a baixa adesão ao seguro até então estava ligada a uma percepção equivocada de custo. “Havia a ideia de que era um gasto extra que poderia não ser usado. Além disso, muitos acreditavam que, por ser América do Sul, os custos médicos seriam baixos ou que o seguro do cartão de crédito seria suficiente, o que nem sempre se confirma em uma emergência.”

Viajar sem seguro pode representar um risco, principalmente em situações inesperadas de saúde ou acidentes. “Uma simples intoxicação alimentar ou uma torção de tornozelo em Cartagena pode custar milhares de dólares em clínicas particulares. Sem seguro, o turista fica à mercê da rede pública ou precisa desembolsar valores que podem comprometer todo o orçamento”, alerta.


Apesar disso, o custo do seguro segue sendo um dos menores dentro do planejamento. “Ele representa, muitas vezes, menos de 1% do valor total da viagem. Não faz sentido dizer que encarece.”

Quanto custa viajar protegido


De acordo com o diretor, é possível contratar planos acessíveis sem comprometer o orçamento. “Hoje já existem opções a partir de cerca de R$ 9,23 por dia, com cobertura médica de até US$ 110 mil, além de benefícios como extravio de bagagem, cancelamento de viagem e até assistência jurídica. É o valor de um café para evitar uma dívida impagável.”

Os preços variam conforme destino, duração da viagem e idade do passageiro, e plataformas comparadoras permitem visualizar diferentes opções em poucos segundos.

Outro fator que favorece a adesão é a facilidade na contratação. “A burocracia ficou no passado. Hoje o processo é 100% digital. Em menos de três minutos, o cliente compara planos, escolhe e recebe a apólice por e-mail ou WhatsApp, podendo acessar tudo pelo celular.”

Embora seja possível contratar até momentos antes da imigração, a recomendação é antecipar. “O ideal é fazer isso junto com a compra das passagens, para garantir também coberturas como cancelamento.”

A exigência ocorre em um momento de crescimento do turismo colombiano, que tem atraído cada vez mais visitantes interessados em cultura, gastronomia e paisagens naturais.

Destinos como Bogotá, Medellín e Cartagena, além do Parque Nacional Natural Tayrona, estão entre os mais procurados por turistas internacionais. O setor movimenta bilhões de dólares por ano e segue em expansão.

A obrigatoriedade do seguro-viagem entra em vigor justamente em meio ao fortalecimento da rota turística entre Brasil e Colômbia. Segundo informações divulgadas pela agência oficial de promoção turística ProColombia em ações do setor em 2026, mais de 41 mil brasileiros visitaram o país apenas nos dois primeiros meses do ano.

Para o executivo, a nova regra não deve afastar brasileiros. “O valor é tão acessível que não se torna uma barreira. Pelo contrário, pode até reforçar a imagem de um destino mais seguro e estruturado.”

A Colômbia se junta a outros destinos que já exigem seguro-viagem, como países do Espaço Schengen, além de Cuba, Equador, Argentina e Emirados Árabes Unidos.

“É um modelo que protege a economia dos países e dá suporte ao estrangeiro. O mundo pós-pandemia valoriza muito mais a segurança, e o seguro-viagem tende a se tornar um padrão global nos próximos anos”, afirma.

Além da obrigatoriedade, a medida também tem um efeito educativo. “Leis como essa criam o hábito. Quem viaja uma vez com seguro e percebe a tranquilidade dificilmente volta atrás”, diz.

“Com a obrigatoriedade, ganham todos: turistas e também o país, que passa a ter mais segurança em relação aos seus visitantes.”

O que o turista precisa saber

Além do seguro-viagem, a Colômbia mantém a exigência do Certificado Internacional de Vacinação contra a febre amarela.

A recomendação final é: “Contrate o seguro no momento em que decidir viajar. Assim, você garante coberturas que começam antes mesmo do embarque e viaja com muito mais tranquilidade.”

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.