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Luiz Fara Monteiro
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Companhia aérea acusa Boeing na Justiça de ocultar problemas de segurança em aviões

Fabricante americana contesta alegações e observa que aérea continua a operar jatos 737 MAX

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A LOT Polish Airlines processa a Boeing, alegando ocultação de problemas de segurança no 737 MAX.
  • A companhia aérea teve perdas financeiras significativas devido à suspensão dos voos do modelo após acidentes fatais.
  • O advogado da LOT argumenta que a Boeing enganou autoridades sobre a segurança do sistema MCAS para evitar custos adicionais de treinamento.
  • A LOT firmou contrato para arrendar 15 jatos sem saber dos problemas de segurança; o MCAS esteve envolvido em dois acidentes que mataram 346 pessoas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Boeing: disputa com aérea polonesa Boeing

A LOT Polish Airlines, da Polônia, que se tornou a primeira companhia aérea a levar a Boeing a julgamento pelos acidentes com o 737 MAX, fez novas acusações em juízo nesta segunda-feira (11).

Durante audiência em Seattle, nos Estados Unidos, o advogado da LOT Polish argumentou que a fabricante americana ocultou preocupações de segurança relacionadas ao seu jato 737 MAX quando a companhia aérea escolheu esse tipo de aeronave para compra em 2016.

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A LOT Polish Airlines afirmou ter sofrido perdas significativas de receita quando as autoridades reguladoras suspenderam os voos do 737 MAX em todo o mundo em 2019, após dois acidentes fatais que mataram 346 pessoas. O julgamento por danos financeiros teve início em 2021 e segue em andamento.

“Este caso trata das mentiras e do engano da Boeing e dos danos financeiros devastadores que causou”, disse o advogado da LOT Polish Airlines durante as alegações iniciais, segundo a Reuters.

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O meio de comunicação explicou que, enquanto a Boeing tentava fechar um acordo com a LOT Polish Airlines, os engenheiros da Boeing estavam tentando corrigir uma falha no nariz do jato.

De acordo com a acusação, a Boeing enganou a Administração Federal de Aviação (FAA) sobre a extensão do sistema MCAS e as dificuldades que ele apresentava durante os testes de voo, para que os reguladores não exigissem treinamento extensivo para os pilotos que já voavam os modelos 737 anteriores.

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Um treinamento extensivo em simulador teria encarecido consideravelmente o custo total dos jatos MAX para os clientes e, na época, a Boeing competia acirradamente com a família de jatos A320 da rival europeia Airbus por milhares de encomendas de aeronaves de corredor único em todo o mundo.

A mudança para o A320 teria exigido um treinamento “extenso” - e caro - em simulador, disse o ex-executivo da LOT, Maciej Wilk, aos jurados no tribunal na segunda-feira.

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Sem ter conhecimento dos problemas de segurança do MCAS, a LOT se comprometeu a arrendar 15 jatos nos próximos dois anos.

O MCAS desempenhou um papel fundamental em dois acidentes que mataram 346 pessoas: o voo 610 da Lion Air, em outubro de 2018, e o voo 302 da Ethiopian Airlines, em março de 2019.

Em declarações públicas após o primeiro acidente, executivos da Boeing asseguraram que o MAX era seguro. Representantes de vendas da Boeing também garantiram à LOT que não havia problemas de segurança com a aeronave, diz a companhia aérea.

Assim como outras companhias, a LOT continuou operando a aeronave até que as autoridades reguladoras de todo o mundo suspenderam os voos do MAX após o acidente de 2019, quando o papel do MCAS nos acidentes ficou evidente.

Vinte meses depois, as autoridades reguladoras permitiram que a aeronave voltasse a voar após uma análise minuciosa das alterações de projeto do MCAS e treinamento adicional para os pilotos.

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