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Luiz Fara Monteiro
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Com anúncio previsto para esta quarta-feira, Lufthansa deverá ser a nova acionista da TAP

Grupo alemão e Air France-KLM apresentaram suas propostas finais em setembro, depois que o governo de Portugal solicitou que ambos melhorassem suas ofertas

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Governo português deve anunciar Grupo Lufthansa como o novo parceiro estratégico da TAP William Alves

A alemã Lufthansa deve vencer a disputa pela compra de uma participação de 44,9% na TAP, companhia aérea de bandeira de Portugal, superando a rival Air France-KLM, informou a emissora SIC na terça-feira, citando fontes a par do assunto.

De acordo com o canal, as condições reunidas pela tutela favorecem a escolha da TAP e a maior capacidade de investimento por parte da empresa alemã teria sido um dos fatores decisivos.

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O grupo alemão está oferecendo um negócio totalmente em dinheiro pela participação na TAP, ao contrário da Air France-KLM, cuja proposta combina dinheiro e ações da própria companhia aérea franco-holandesa, relatou a SIC.

A proposta da transportadora alemã é considerada, do ponto de vista financeiro, a mais vantajosa para o Estado, uma vez que o grupo propõe pagar em dinheiro a entrada na companhia em vez de capital acionista no grupo. Além disso, a capacidade do Grupo de Lufthansa é vista como superior ao Grupo Air France-KLM.

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A decisão final deverá ser confirmada após o Conselho de Ministros desta quarta-feira, 14 de outubro.

Detalhes da Operação

  • Conselho de Ministros extraordinário: A escolha será oficializada amanhã, 14 de outubro, após uma reunião extraordinária do executivo.
  • Percentagem a alienar: O plano prevê a venda de 44,9% do capital da TAP a um investidor estrangeiro, mantendo o Estado português o controle maioritário da empresa. Adicionalmente, 5% das ações serão reservadas para os trabalhadores.

Apesar do anúncio iminente, o processo de venda não estará imediatamente concluído. O negócio terá de ser submetido à Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia, um escrutínio que, de acordo com as estimativas, deverá demorar entre 18 a 24 meses até obter a “luz verde” final de Bruxelas, que poderá só ocorrer em 2028.

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