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Luiz Fara Monteiro

Combustível do Futuro: CEO do Grupo BBF avalia PL como promissor

Milton Steagall avalia Projeto de Lei Combustível do Futuro encaminhado pelo governo que terá como objetivo o incentivo à produção e uso do Combustível Sustentável de Aviação (SAF)

Luiz Fara Monteiro|Luiz Fara Monteiro e Luiz Fará Monteiro

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Combustível do Futuro: projeto prevê ações para descarbonização e transição energética
Combustível do Futuro: projeto prevê ações para descarbonização e transição energética Marcelo Camargo - Agência Brasil

O CEO do Grupo BBF (Brasil BioFuels), Milton Steagall, avalia como muito promissor o Projeto de Lei (PL) do Combustível do Futuro, encaminhado na última quinta-feira (14) pelo presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, e pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, para o Congresso Nacional. O projeto prevê ações para descarbonização e transição energética de diversos setores da economia brasileira, criando um conjunto de iniciativas para a redução das emissões de gases de efeito estufa e estímulo ao uso e produção de biocombustíveis

Steagall participou hoje do evento “Transição Energética: Combustível do Futuro”, no Palácio do Planalto, em Brasília, que marcou a assinatura do PL e a instituição do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV) que terá como objetivo o incentivo à produção e uso do Combustível Sustentável de Aviação (SAF). Pela nova política, os operadores aéreos ficam obrigados a reduzir as emissões de dióxido de carbono entre 1% a partir de 2027, alcançando redução de 10% em 2037. A redução será alcançada pelo aumento gradual da mistura de SAF ao querosene de aviação fóssil. O PL também cria o Programa Nacional do Diesel Verde (PNDV), que integra o esforço para a transição energética e para a redução da dependência externa de diesel derivado de petróleo por meio da incorporação gradativa do diesel verde à matriz de combustíveis do País.


Para o empresário, a iniciativa do governo federal é muito positiva. “O Governo Federal está bastante empenhado em construir um marco regulatório robusto para o SAF e para o Diesel Verde. Temos participado de vários encontros nesse sentido e acredito que esse será um tema central no segundo semestre deste ano”, afirma Steagall.

Ele disse ainda que, até 2026, um ano antes do mandato regulatório, o Grupo BBF deve iniciar o fornecimento de SAF e Diesel Verde para a Vibra Energia (antiga BR Distribuidora) – em contrato de offtaker. A matéria-prima para os biocombustíveis avançados será o óleo de palma cultivado pelo Grupo BBF na região Amazônica. Já o refino será feito na primeira biorrefinaria do País a produzir os inéditos biocombustíveis em escala industrial, prevista para ser inaugurada pelo Grupo BBF no início de 2026. Devem ser investidos mais de R$ 2,2 bilhões na nova planta, que terá a capacidade de produzir cerca de 500 milhões de litros anualmente dos inéditos biocombustíveis SAF e Diesel Verde.


Steagall destaca ainda a importância do cultivo sustentável da palma no país. “O Brasil possui uma das legislações mais severas do mundo para o cultivo da palma. São mais de 31 milhões de hectares disponíveis para o seu cultivo em áreas degradadas da Amazônia, sem derrubar uma árvore sequer da floresta. Uma vantagem competitiva que só o Brasil possui, um verdadeiro pré-sal verde, com potencial de produzir mais de 240 bilhões de litros de óleo de palma anualmente, gerando milhares de empregos na região Amazônica”. Desde maio de 2010 o Brasil conta com o decreto 7.172 do Governo Federal, que estabeleceu o Zoneamento Agroecológico da Palma de Óleo – cada hectare com permissão para plantio da palma foi demarcado por imagens de satélite georreferenciadas num robusto trabalho conduzido pela EMBRAPA, mapeando assim os 31 milhões de hectares em áreas que foram antropizadas até dezembro 2007 na região Amazônica. Atualmente, o Grupo BBF possui mais de 75 mil hectares de palma cultivados no Pará e Roraima e gera cerca de 7 mil empregos diretos e 21 mil indiretos em 5 estados da região Norte.

Além do impacto positivo nos fatores socioeconômicos e ambientais, o óleo de palma se destaca como principal matéria-prima para produção do SAF e Diesel Verde pela sua cadeia química - idêntica à dos combustíveis fósseis na cadeia de carbono C16 e C18 - e pela alta eficiência na produção de óleo: a palma produz 10x mais óleo por hectare quando comparada com a soja, outra importante matéria-prima utilizada para produção de biocombustíveis.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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