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Luiz Fara Monteiro

Como ferramentas ajudam os transportes medirem emissão de carbono

Tecnologias automatizam cálculo de emissões. Na aviação, tema é ainda mais sensível

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Aviação: desafio na medição de emissões é ainda mais sensível William Alves

A medição e gestão de carbono está ganhando espaço nas empresas à medida que cresce a demanda por dados ambientais mais organizados e confiáveis. Cada vez mais organizações buscam estruturar informações, evitar inconsistências e aprimorar processos de validação para acompanhar exigências regulatórias e de mercado com maior precisão. Segundo relatório da IMARC Group, o mercado brasileiro de software de contabilidade de carbono atingiu US$ 404,31 milhões em 2024, com expectativa de alcançar US$ 1,88 bilhão até 2033.

No setor de aviação, o desafio da medição de emissões é ainda mais sensível. Companhias aéreas lidam com grandes volumes de dados operacionais, que envolvem consumo de combustível, tipos de aeronaves, rotas, taxa de ocupação, operações em solo e serviços terceirizados, além das exigências de programas internacionais como o CORSIA e de metas corporativas de descarbonização. A ausência de sistemas integrados para consolidar essas informações aumenta o risco de inconsistências nos inventários, fragiliza a prestação de contas a reguladores e investidores e dificulta a definição de estratégias mais eficientes de redução de emissões ao longo de toda a cadeia operacional.


No cenário global, dados da Business Research Insights indicam que o mercado de software de gerenciamento de carbono foi avaliado em US$ 14,9 bilhões em 2025, com projeção de chegar a US$ 45,1 bilhões até 2035. Para atender esse avanço, a multinacional britânica Achilles, especializada em compliance, ESG e gestão de riscos, lança no país uma tecnologia voltada ao gerenciamento de carbono, projetada para organizar dados, reduzir falhas e dar mais confiabilidade aos inventários corporativos.

A solução integra guia metodológico, calculadora automatizada e painéis de analytics que estruturam evidências e centralizam informações ambientais, permitindo que empresas de diferentes setores construam métricas consistentes e prontas para auditorias. O recurso também facilita o cruzamento de dados com fornecedores e identifica áreas que exigem ação imediata, fortalecendo o processo interno de gestão climática.


O grande diferencial da tecnologia da Achilles está na capacidade de reunir, em um único painel adaptativo e personalizável, todas as informações críticas da empresa, desde evidências documentais e dados de fornecedores até relatórios de performance e métricas sensíveis. Esse modelo centralizado oferece mais clareza, agilidade e segurança para qualquer organização que precise acompanhar sua cadeia de suprimentos, qualificar parceiros, analisar processos de compra ou monitorar riscos em tempo real. A plataforma também utiliza inteligência analítica e recursos de IA para verificar informações de forma contínua, identificar padrões, sinalizar desvios e gerar insights de otimização alinhados às prioridades de cada negócio, permitindo que as empresas tomem decisões mais rápidas, consistentes e sustentadas por dados confiáveis.

Fernanda Amaral, gerente territorial da Achilles no Brasil e especialista em ESG, afirma que a maior vulnerabilidade das empresas não está no cálculo em si, mas na forma como os dados são coletados, validados e documentados. “Boa parte das inconsistências encontradas nos inventários de carbono nasce da falta de padronização. Muitas empresas calculam emissões sem metodologia unificada ou sem trilha de evidências, o que compromete credibilidade, auditoria e tomada de decisão”, explica a executiva.


Ela também destaca que a busca por métricas ambientais robustas passou a influenciar competitividade, financiamento e reputação. “Medir carbono com precisão deixou de ser apenas uma demanda de sustentabilidade. Hoje é uma exigência de negócio que depende de dados consistentes, processos estruturados e visibilidade sobre toda a cadeia. Empresas que entendem seus dados com profundidade conseguem identificar onde estão seus maiores impactos, priorizar investimentos e antecipar riscos regulatórios. A tecnologia que estamos trazendo permite consolidar tudo isso de forma estruturada.”

Com o lançamento, a multinacional amplia sua atuação no Brasil oferecendo uma solução capaz de elevar a maturidade de gestão de riscos e de dados nas empresas dos setores de energia, logística, infraestrutura, mineração e indústria. A chegada do módulo também reforça o movimento de digitalização da gestão corporativa e acompanha a tendência global de decisões baseadas em dados confiáveis e rastreabilidade completa.


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