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Luiz Fara Monteiro

Companhia aérea anuncia cancelamento de mil voos devido à alta no preço do combustível

Companhia escandinava SAS atribui aumento à guerra no Oriente Médio e ao fechamento do Estreito de Ormuz

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Scandinavian Airlines (SAS) cancelará 1.000 voos em abril devido à alta dos preços do combustível.
  • Aumento dos preços é atribuído à guerra entre EUA e Israel contra o Irã e ao fechamento do Estreito de Ormuz.
  • O preço do combustível de aviação dobrou em dez dias, impactando drasticamente a indústria aérea.
  • Companhia já havia aumentado os preços das passagens e cancelou voos em março com medidas não drásticas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

SAS: mil voos cancelados por conta da guerra no Oriente Médio Brorsson/Wikimedia Commons

Não demorou para que a guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã refletisse na alta dos combustíveis de aviação e, consequentemente, na organização econômica das companhias aéreas e dos passageiros.

Depois do aumento registrado nas tarifas de companhias aéreas da região afetada pelo conflito, desta vez o efeito chega também em empresas europeias.


A companhia Scandinavian Airlines (SAS) informou que cancelará 1.000 voos em abril devido aos altos preços do petróleo e do combustível de aviação causados ​​pela guerra com o Irã e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, informou o jornal sueco de negócios Dagens Industri (DI) nesta terça-feira (17).

A SAS é uma companhia conjunta da Dinamarca, Noruega e Suécia e faz parte do SAS Group, com sede em Solna, na Suécia. A companhia aérea opera uma frota de 133 aeronaves e opera para cerca de 135 destinos.


A guerra entre os EUA e Israel contra o Irã já dura três semanas, sem previsão de término. Companhias aéreas que operam de e para a região estão com voos cancelados ou limitados.

Qatar Airways, Emirates e Etihad tiveram suas aeronaves “groundeadas” em outros países pela impossibilidade de retornarem à região com o fechamento do espaço aéreo nos Emirados Árabes Unidos e em outros países. Milhares de passageiros ficaram retidos nos aeroportos locais e sofreram prejuízos.


O Estreito de Ormuz permanece praticamente fechado e os aliados dos EUA rejeitaram os apelos do presidente americano Donald Trump para que ajudassem a reabrir essa via navegável vital, por onde passam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.

“O preço do combustível de aviação dobrou em dez dias. Mesmo que tentemos absorver os aumentos de custos o máximo possível, este é um choque que atinge diretamente a indústria da aviação”, disse Anko van der Werff, CEO da SAS, à DI.


Ele afirmou que a empresa cancelou “algumas centenas” de voos em março, acrescentando que a companhia aérea normalmente realiza 800 voos diários e que as medidas tomadas não foram drásticas. A SAS já havia aumentado os preços das passagens devido ao aumento dos custos de combustível.

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