Companhia aérea anuncia cancelamento de mil voos devido à alta no preço do combustível
Companhia escandinava SAS atribui aumento à guerra no Oriente Médio e ao fechamento do Estreito de Ormuz
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Não demorou para que a guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã refletisse na alta dos combustíveis de aviação e, consequentemente, na organização econômica das companhias aéreas e dos passageiros.
Depois do aumento registrado nas tarifas de companhias aéreas da região afetada pelo conflito, desta vez o efeito chega também em empresas europeias.
A companhia Scandinavian Airlines (SAS) informou que cancelará 1.000 voos em abril devido aos altos preços do petróleo e do combustível de aviação causados pela guerra com o Irã e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, informou o jornal sueco de negócios Dagens Industri (DI) nesta terça-feira (17).
A SAS é uma companhia conjunta da Dinamarca, Noruega e Suécia e faz parte do SAS Group, com sede em Solna, na Suécia. A companhia aérea opera uma frota de 133 aeronaves e opera para cerca de 135 destinos.
A guerra entre os EUA e Israel contra o Irã já dura três semanas, sem previsão de término. Companhias aéreas que operam de e para a região estão com voos cancelados ou limitados.
Qatar Airways, Emirates e Etihad tiveram suas aeronaves “groundeadas” em outros países pela impossibilidade de retornarem à região com o fechamento do espaço aéreo nos Emirados Árabes Unidos e em outros países. Milhares de passageiros ficaram retidos nos aeroportos locais e sofreram prejuízos.
O Estreito de Ormuz permanece praticamente fechado e os aliados dos EUA rejeitaram os apelos do presidente americano Donald Trump para que ajudassem a reabrir essa via navegável vital, por onde passam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.
“O preço do combustível de aviação dobrou em dez dias. Mesmo que tentemos absorver os aumentos de custos o máximo possível, este é um choque que atinge diretamente a indústria da aviação”, disse Anko van der Werff, CEO da SAS, à DI.
Ele afirmou que a empresa cancelou “algumas centenas” de voos em março, acrescentando que a companhia aérea normalmente realiza 800 voos diários e que as medidas tomadas não foram drásticas. A SAS já havia aumentado os preços das passagens devido ao aumento dos custos de combustível.
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