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Luiz Fara Monteiro
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Companhias aéreas iranianas enfrentam ameaça de paralisação global devido a sanções dos EUA

Departamento do Tesouro americano anunciou sanções visando 36 entidades ligadas à indústria da aviação do Irã, incluindo 27 aéreas

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Sanções americanas atingem em cheio serviços internacionais de aéreas iranianas Wikipedia

Com sanções globais sem precedentes, todas as companhias aéreas iranianas podem ficar impedidas de operar internacionalmente a partir desta quarta-feira (23), devido à ameaça dos Estados Unidos contra empresas que lhes fornecem serviços de aviação. A ameaça por conta do conflito entre as duas nações foi feita pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent.

“Quando as companhias aéreas iranianas pousam em um aeroporto, você não pode fornecer combustível, não pode oferecer serviços de pouso, não pode vender passagens, ou será excluído do sistema do dólar”, disse Bessent.

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Sem Combustível e Serviços de Solo

Aeroportos estrangeiros, equipes de solo e fornecedores de combustível que atenderem aeronaves iranianas poderão ser expulsos do sistema bancário do dólar americano

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Sem Venda de Bilhetes

Agências de bilhetes e Sistemas de Distribuição Global (GDS) que realizarem reservas enfrentarão medidas de corte financeiro idênticas.

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Âmbito Global

Fornecedores terceirizados em grandes aeroportos (hubs) internacionais estão sendo avisados para o cumprimento das medidas imediatamente, isolando efetivamente a aviação civil iraniana m rotas internacionais.

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Consequências

Qualquer aeroporto estrangeiro, operadores de solo, fornecedores de combustível ou empresa de emissão de bilhetes que prestarem serviços a aeronaves iranianas serão cortados do sistema financeiro do dólar americano.

Contexto

A medida baseia-se na designação de 27 companhias aéreas iranianas para a lista de Designados Especiais (SDN), como parte da campanhas mais ampla de pressão econômica dos EUA.

“Se eles pousarem, você não poderá fornecer combustível, não poderá prestar serviços de pouso, não poderá vender passagens, ou será excluído do sistema do dólar”, acrescentou Scott Bessent.

Os Estados Unidos e o Irã estão em guerra desde o final de fevereiro, quando ataques conjuntos americanos e israelenses mataram o líder supremo da república islâmica e altos funcionários militares no início de uma ampla ofensiva.

Em resposta, Teerã bloqueou o Estreito de Ormuz, uma via navegável vital para o trânsito de energia, o que fez com que os preços globais do petróleo disparassem à medida que o conflito se espalhava pelo Oriente Médio.

No início deste mês, os Estados Unidos impuseram sanções a “todas as companhias aéreas iranianas restantes” que ainda não haviam sido alvo de tais penalidades.

O Departamento do Tesouro também mirou em alvos que apoiam o setor de aviação do Irã, incluindo empresas sediadas fora do país.

Anteriormente, Bessent prometeu que os Estados Unidos declarariam um “Dia D econômico” contra o Irã e jurou estrangular financeiramente Teerã.

Os comentários de Bessent surgiram um dia depois de ele se reunir com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, para conversas econômicas que prepararam o terreno para a cúpula do presidente Donald Trump com o líder chinês Xi Jinping, nesta quinta-feira (24).

A China é um dos principais parceiros econômicos e apoiadores diplomáticos do Irã.

O setor de aviação do Irã enfrenta há muito tempo dificuldades com as sanções, que restringem sua capacidade de adquirir aeronaves, peças de reposição e serviços de manutenção.

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