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Luiz Fara Monteiro
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Conflito na Ucrânia faz companhias aéreas acumularem prejuízos

Além de voos cancelados, empresas tiveram rotas aumentadas em quase 3 horas, elevando custo com combustível e manutenção

Luiz Fara Monteiro|Do R7

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Não bastassem os elevados prejuízos devido ao cancelamento de vários voos internacionais, o conflito entre Rússia e Ucrânia tem causado mais transtornos e dívidas às companhias aéreas que operavam na região. 

Os prejuízos ainda não foram estimados, até porque não há previsão sobre o retorno à normalidade, mas certamente não serão baixos. 

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Muitas rotas tiveram que se desviar do plano original e aumentar o trajeto, o que significa mais gastos com combustível, manutenção, além de desconforto aos passageiros.

Dados da plataforma de monitoramento AirNav RadarBox revelam que, com o fechamento do espaço aéreo russo para companhias de vários países, voos como o JAL43, de Tóquio para Londres, tiveram um acréscimo de 2 horas e 50 minutos em sua duração.

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O voo operado por um Boeing 777-300ER, que normalmente duraria 12 horas e 15 minutos, agora leva, em média, 14 horas e 50 minutos.

Esse voo, por exemplo, que fazia a rota de leste para oeste, está agora utilizando uma rota via Pacífico sobrevoando o território dos EUA à capital inglesa.

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Não apenas o JAL43 teve que desviar sua rota.

Companhias como a British Airways estão desviando seus voos do espaço aéreo de Rússia e Bielorrússia, levando muito mais tempo e distância para chegar ao seu destino.

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Outro exemplo está no voo LH648, operado pela Lufthansa de Frankfurt para Almaty, que sofreu alteração em sua rota.

Uma das companhias ocidentais mais prejudicadas é a Finnair, de bandeira finlandesa, que cancelou vários voos para o continente asiático. 

As companhias russas, proibidas de sobrevoar o espaço aéreo de vários países e regiões, como Estados Unidos e União Europeia, ainda sofrem sanções das principais fabricantes, como Boeing, Airbus e Embraer, que suspenderam a venda de peças e a manutenção técnica. 

*Colaborou Caio Barros

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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