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Luiz Fara Monteiro
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Conheça a companhia aérea que quer ser a melhor do mundo, no pior momento possível

Riyadh Air inicia voos com seus novos jatos de luxo entre Londres e a capital saudita mesmo com o conflito no Oriente Médio e incertezas no turismo local

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Riyadh Air iniciou seus voos com novos jatos Boeing 787-9 entre Londres e a capital saudita, mesmo em meio a conflitos no Oriente Médio.
  • Com um investimento de quase R$ 280 bilhões, a companhia busca se tornar a quarta grande companhia aérea do Golfo, ao lado de Emirates, Qatar Airways e Etihad.
  • A empresa planeja expandir para 100 destinos globais até 2031, com uma frota de quase 200 jatos, incluindo Boeing 787, Airbus A350 e Airbus A321.
  • Apesar de desafios como a percepção negativa do reino e a proibição de álcool, a Riyadh Air aposta em serviços de alta qualidade para atrair turistas ocidentais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Riyadh Air: objetivo de se tornar a melhor do mundo Divulgação

O voo RX401 da Riyadh Air, operado pelo Boeing 787-9, de matrícula HZ-RXX, decolou do Aeroporto Internacional Rei Khalid, na capital da Arábia Saudita, já no início da madrugada da última terça-feira (9), rumo a Londres.

Os 200 passageiros e 11 tripulantes que chegaram a bordo dos primeiros jatos totalmente novos da companhia, na madrugada de quarta-feira, seis horas e meia depois, foram os primeiros viajantes do modelo novinho em folha, que a empresa acabou de receber.

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A Riyadh Air — apelidada de “a primeira companhia aérea nativa digital do mundo” — com um investimento de quase R$ 280 bilhões (40 bilhões de libras), pode elevar para quatro o número total de grandes companhias aéreas do Golfo — juntando-se à Emirates, Qatar Airways e Etihad.

Seu início, há 3 anos, foi conturbado. Os jatos Boeing 787-9 Dreamliner chegaram com quase um ano de atraso, e a empresa decola em um momento de conflito entre Estados Unidos e Irã, que elevou e muito o preço do petróleo e, consequentemente, o combustível de aviação.

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Ao contrário de outras aéreas, que precisaram cortar rotas, o CEO britânico da Riyadh Air, Tony Douglas, não se deixa abalar.

Classe executiva do Boeing 787-9 Dreamliner Riyadh Air

“É a todo vapor. Um sucesso estrondoso. A Arábia Saudita tem dois terços do tamanho da Europa e a maior população do Golfo. À medida que sua economia cresce, precisa de mais e melhores conexões aéreas. Trata-se de construir para a próxima geração.” Ele fez uma pausa e acrescentou: “E é disso que são feitos os sonhos dos grandes empresários”, disse em recente entrevista.

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A guerra pode, na verdade, acabar sendo vantajosa para Douglas. As principais companhias aéreas globais — incluindo British Airways, Lufthansa, Air France, United Airlines e American Airlines — suspenderam os voos para Riad desde o início das hostilidades em fevereiro. A Virgin Atlantic cancelou completamente seus voos. Apenas a Riyadh Air e a companhia aérea de bandeira do reino, a Saudia, operam atualmente rotas lucrativas de e para a Europa e a América do Norte.

Clientes que se inscreverem no programa de fidelidade da companhia aérea receberão Wi-Fi gratuito Riyadh Air

A nova configuração e aparência das cabines serão padronizadas em todos os 40 Boeing 787-9 Dreamliners da Riyadh Air e acomodarão 290 passageiros.

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Haverá quatro assentos Business Elite, com uma cama de casal na parte frontal central, e 24 assentos Business, ambos em uma configuração 1-2-1 com camas totalmente reclináveis, utilizando o design Safran Unity.

As poltronas terão 78 polegadas de comprimento e 22,5 polegadas de largura, com paredes de 52 polegadas de altura e portas deslizantes para maior privacidade, além de divisórias ajustáveis ​​entre os assentos centrais.

Em entrevista ao The Sunday Times no último fim de semana, Douglas, ex-CEO da Etihad, a companhia aérea de bandeira dos Emirados Árabes Unidos, sediada em Abu Dhabi, afirmou que Londres e Manchester estarão entre as 22 primeiras rotas da Riyadh Air, com previsão de início das operações em março do ano que vem. Londres foi escolhida como rota inaugural por ser a mais lucrativa entre todas as companhias aéreas do Golfo. “Somos capitalistas de sangue quente, que seguem o dinheiro”, declarou. Os voos para Manchester começam no próximo mês.

Outros destinos iniciais incluem Paris, Madri, Jidá, Dubai, Cairo, Mumbai, Délhi, Islamabad, Manila, Bangkok e Kuala Lumpur. Cidades da América do Norte serão as próximas.

Douglas planeja atender 100 destinos em todo o mundo até 2031, utilizando uma frota de quase 200 jatos: uma combinação de Boeing 787, Airbus A350 e Airbus A321. “Vamos receber um novo jato por mês a partir de agora”, disse ele.

O investimento nessas aeronaves e nas operações em solo, incluindo o que ele promete serem “os melhores lounges de classe executiva e primeira classe do mundo”, ultrapassa 40 bilhões de libras. A Riyadh Air pertence ao fundo soberano saudita, o PIF.

Douglas sabe que a percepção sobre o reino — rotineiramente criticado por violações dos direitos humanos — aliada à proibição de álcool a bordo e em terra, dificultará a conquista de turistas ocidentais em detrimento de seus concorrentes no Golfo. Ele espera que um serviço melhor os convença. “Estamos redefinindo os padrões nos céus”, insistiu.

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