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Luiz Fara Monteiro
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Copiloto que atacou comandante da FlyDubai planejava lançar o avião contra aeroporto em Israel

Plano foi inspirado pelos ataques de 11 de setembro, informa o procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos. Voo com destino a Tel Aviv foi salvo por comandante e passageiros

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Mergulho acentuado no ar danificou estabilizador do Boeing 737 MAX 8 Reprodução redes sociais

O copiloto omanita da FlyDubai que atacou seu comandante em plena cabine de voo7 planejava tomar o controle da aeronave para lançá-la sobre o Aeroporto Internacional de Tel Aviv, sequestrar um voo Dubai-Tel Aviv e lançá-lo contra um terminal do aeroporto Ben Gurion, em Israel, no dia 30 de setembro, em um ataque suicida, disse o procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos hoje, segundo a agência de notícias estatal.

O copiloto - identificado como Hammam Al-Hammami - teria se inspirado nos ataques da Al Qaeda contra os Estados Unidos em 11 de setembro de 2001 e buscava causar o máximo de mortes possível, disseram os promotores públicos. Esta é a primeira confirmação pública da inspiração do copiloto para o 11 de setembro.

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Os investigadores descobriram que o suspeito havia operado dois voos anteriores para Tel Aviv para “familiarizar-se com a rota de voo e o aeroporto”, informou a agência de notícias estatal WAM.

A investigação do incidente foi iniciada em 1º de outubro pelos procuradores públicos dos Emirados Árabes Unidos, um dia depois que o voo FZ 1073 de Dubai para Tel Aviv, operado por um Boeing 737 MAX 8 da Flydubai com 182 pessoas a bordo registrou uma emergência a bordo.

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O comandante Smit Machchhar entrou em luta corporal na cabine e foi atingido por um machado utilizado em emergências. Mesmo ferido, o comandante conseguiu destravar a porta da cabine e pedir ajuda. Durante a intervenção de passageiros, a aeronave mergulhou quase 5 mil metros em 30 segundos, até que uma tripulação extra que voava na cabine de passageiros conseguiu assumir o avião.

A ocorrência foi registrava quando a aeronave já estava próximo de Israel e sobrevoava a Jordânia. O voo foi desviado e pousou em segurança na Arábia Saudita.

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Os investigadores examinaram os procedimentos de recrutamento da flydubai e descobriram que o suspeito cumpria todos os requisitos profissionais e de segurança, incluindo possuir licença de piloto e apresentar um certificado de boa conduta.

A declaração do Procurador-Geral Hamad Saif al Shamsi não pareceu implicar a flydubai em qualquer irregularidade e continha o relato mais detalhado até o momento dos promotores sobre o que eles acreditam ter acontecido.

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“No entanto, nenhum dos procedimentos revelou qualquer indício de suas visões extremistas ou de sua intenção de executar um plano terrorista”, acrescentou Al Shamsi.

Ele afirmou que o homem de 29 anos havia trabalhado para companhias aéreas em diferentes países, incluindo a Oman Air, antes de ingressar na flydubai em janeiro de 2026. A investigação constatou indícios de que o suspeito estava se inclinando para o “extremismo e o terrorismo” já em 2017, enquanto estudava na Austrália.

A Royal Air Maroc afirmou que ele passou por três meses de treinamento lá em 2025, mas que sua candidatura para trabalhar na companhia aérea posteriormente foi rejeitada.

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