Copiloto que atacou comandante da FlyDubai planejava lançar o avião contra aeroporto em Israel
Plano foi inspirado pelos ataques de 11 de setembro, informa o procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos. Voo com destino a Tel Aviv foi salvo por comandante e passageiros

O copiloto omanita da FlyDubai que atacou seu comandante em plena cabine de voo7 planejava tomar o controle da aeronave para lançá-la sobre o Aeroporto Internacional de Tel Aviv, sequestrar um voo Dubai-Tel Aviv e lançá-lo contra um terminal do aeroporto Ben Gurion, em Israel, no dia 30 de setembro, em um ataque suicida, disse o procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos hoje, segundo a agência de notícias estatal.
O copiloto - identificado como Hammam Al-Hammami - teria se inspirado nos ataques da Al Qaeda contra os Estados Unidos em 11 de setembro de 2001 e buscava causar o máximo de mortes possível, disseram os promotores públicos. Esta é a primeira confirmação pública da inspiração do copiloto para o 11 de setembro.
Os investigadores descobriram que o suspeito havia operado dois voos anteriores para Tel Aviv para “familiarizar-se com a rota de voo e o aeroporto”, informou a agência de notícias estatal WAM.
A investigação do incidente foi iniciada em 1º de outubro pelos procuradores públicos dos Emirados Árabes Unidos, um dia depois que o voo FZ 1073 de Dubai para Tel Aviv, operado por um Boeing 737 MAX 8 da Flydubai com 182 pessoas a bordo registrou uma emergência a bordo.
O comandante Smit Machchhar entrou em luta corporal na cabine e foi atingido por um machado utilizado em emergências. Mesmo ferido, o comandante conseguiu destravar a porta da cabine e pedir ajuda. Durante a intervenção de passageiros, a aeronave mergulhou quase 5 mil metros em 30 segundos, até que uma tripulação extra que voava na cabine de passageiros conseguiu assumir o avião.
A ocorrência foi registrava quando a aeronave já estava próximo de Israel e sobrevoava a Jordânia. O voo foi desviado e pousou em segurança na Arábia Saudita.
Os investigadores examinaram os procedimentos de recrutamento da flydubai e descobriram que o suspeito cumpria todos os requisitos profissionais e de segurança, incluindo possuir licença de piloto e apresentar um certificado de boa conduta.
A declaração do Procurador-Geral Hamad Saif al Shamsi não pareceu implicar a flydubai em qualquer irregularidade e continha o relato mais detalhado até o momento dos promotores sobre o que eles acreditam ter acontecido.
“No entanto, nenhum dos procedimentos revelou qualquer indício de suas visões extremistas ou de sua intenção de executar um plano terrorista”, acrescentou Al Shamsi.
Ele afirmou que o homem de 29 anos havia trabalhado para companhias aéreas em diferentes países, incluindo a Oman Air, antes de ingressar na flydubai em janeiro de 2026. A investigação constatou indícios de que o suspeito estava se inclinando para o “extremismo e o terrorismo” já em 2017, enquanto estudava na Austrália.
A Royal Air Maroc afirmou que ele passou por três meses de treinamento lá em 2025, mas que sua candidatura para trabalhar na companhia aérea posteriormente foi rejeitada.
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