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Luiz Fara Monteiro
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Dia do Aviador: comandantes contam histórias de pioneirismo na aviação de passageiros e cargas

No ano em que o voo do 14-Bis completa 120 anos, Claudine Melnik e Juliana Alba da LATAM compartilham trajetórias e desafios da profissão

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Claudine Melnik, pioneira na aviação comercial de passageiros, tornou-se a primeira mulher comandante da LATAM e do Brasil em 1995.
  • Juliana Alba, primeira mulher em 15 anos a comandar uma aeronave de carga da LATAM, destaca a importância do planejamento e da segurança na aviação cargueira.
  • Ambas as comandantes enfrentaram desafios em uma profissão historicamente dominada por homens e buscam ampliar a presença feminina na aviação.
  • A LATAM Airlines Brasil desenvolve iniciativas para aumentar a participação feminina no setor, incluindo mentorias e parcerias educacionais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Claudine Melnik, Comandante da LATAM Airlines Brasil Arquivo pessoal

Há 120 anos, Santos-Dumont realizava, em Paris, o voo histórico do 14-Bis, um marco para a aviação mundial. Para celebrar o Dia do Aviador, a LATAM Airlines Brasil destaca as trajetórias de duas comandantes que representam diferentes gerações e áreas da profissão: Claudine Melnik, de 57 anos, pioneira na aviação comercial de passageiros, e Juliana Alba, de 34 anos, que atua na operação cargueira da companhia.

Em comum, elas compartilham a dedicação à segurança, ao aprendizado contínuo e ao trabalho em equipe.

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“As trajetórias de Claudine e Juliana são marcantes e ajudam a representar a diversidade da aviação. Ao lado delas, há inúmeros aviadores da LATAM que, todos os dias, colocam preparo técnico, responsabilidade e trabalho em equipe a serviço de uma operação segura. São histórias diferentes, mas que compartilham o mesmo compromisso com a profissão e com as pessoas que voam conosco”, afirma Harley Meneses, diretor de Operações da LATAM Brasil.

Três décadas de pioneirismo na aviação

Natural de Curitiba (PR), Claudine Melnik acumula 33 anos de carreira na TAM/LATAM e uma trajetória marcada por conquistas na aviação brasileira. Em dezembro de 1992, já habilitada como pilota, ingressou na companhia como comissária de voo. Dois anos depois, passou a atuar como copilota do Caravan C208 e, em 1995, tornou-se a primeira mulher comandante da companhia e do Brasil.

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Sua carreira acompanhou a modernização da aviação comercial. Em 1998, Claudine integrou a primeira turma de pilotos do Airbus A330 da TAM, destinada às operações internacionais. Em 2001, tornou-se a primeira mulher a comandar um jato da companhia, o Fokker 100.

Posteriormente, também atuou como instrutora e avaliadora de aeronaves da família Airbus e, em 2008, passou a comandar voos internacionais no A330.

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Outro marco veio em 2016, quando se tornou a primeira mulher no mundo a comandar um Airbus A350. Atualmente, Claudine opera aeronaves Boeing 777 e 787.

Ao longo dessas três décadas, a comandante acompanhou avanços tecnológicos que transformaram a navegação, a automação e o planejamento dos voos. Para ela, apesar da evolução das ferramentas, a experiência humana, a comunicação e a capacidade de tomar decisões continuam sendo fundamentais para uma operação segura.

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“Depois de tantos anos na aviação, estar no cockpit representa uma história de aprendizado, superação e transformação. O comando de uma aeronave não é um símbolo de poder pessoal, mas um compromisso com a segurança, com a equipe e com as pessoas que confiam em nosso trabalho”, afirma Claudine.

Juliana Alba largou Comércio Exterior e Administração para ingressar na aviação Arquivo pessoal

Na aviação cargueira, cada voo tem as suas particularidades

Para Juliana Alba, a aviação faz parte da história da família. Nascida em São Paulo, cresceu acompanhando a carreira do pai, Arnaldo Alba, também comandante da LATAM Cargo. Aos 19 anos, após estudar e trabalhar nas áreas de Comércio Exterior e Administração, decidiu seguir o mesmo caminho.

Conquistou suas licenças, tornou-se instrutora de voo e ingressou na LATAM diretamente na operação cargueira, tornando-se a primeira mulher, em 15 anos, a assumir o comando de uma aeronave de carga da companhia.

Na rotina de Juliana, cada operação exige planejamento e atenção às características da carga transportada. Medicamentos e frutas, por exemplo, podem demandar controle rigoroso de temperatura para preservar suas condições até o destino.

Já operações em aeroportos com condições geográficas ou operacionais mais complexas exigem preparação e treinamentos específicos.

Entre as experiências mais marcantes de sua carreira, está um voo dedicado exclusivamente ao transporte de cavalos. A operação ilustra a diversidade de produtos e animais transportados pela aviação cargueira e a importância dos cuidados específicos para garantir sua segurança durante o trajeto.

“Na aviação cargueira, precisamos estar sempre preparadas para mudanças. A responsabilidade é grande, principalmente pelas características das cargas que transportamos e pelas particularidades de algumas operações. É um trabalho que exige muita atenção e conhecimento”, conta Juliana.

Juliana com seu pai, Arnaldo Alba, ambos Comandantes de LATAM Cargo Arquivo pessoal

Mais aviadoras

Apesar das diferenças entre suas trajetórias, Claudine e Juliana compartilham o desafio de construir carreira em uma profissão historicamente ocupada por homens. Para ambas, ampliar a presença feminina nos cockpits também significa criar referências para que novas gerações enxerguem a aviação como uma possibilidade profissional.

Claudine acredita que sua trajetória ajuda a demonstrar que competência técnica, liderança e capacidade de decisão não dependem de gênero. Juliana, por sua vez, espera que mais mulheres tenham acesso às oportunidades de formação e crescimento na aviação cargueira.

Atualmente, a LATAM Airlines Brasil conta com 94 pilotas, que representam 4,1% de seus 2.287 tripulantes técnicos. O percentual está ligeiramente acima da média global de 4%, segundo a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI).

Para contribuir com a ampliação da participação feminina no setor, a companhia desenvolve iniciativas de atração e formação profissional, incluindo vagas afirmativas, mentorias e parcerias com instituições de ensino.

Entre elas está o Proa Direta, projeto que aproxima pilotos da LATAM de pessoas interessadas em seguir carreira na aviação e que já realizou dez edições desde 2025. Outra iniciativa é a Escola LATAM de Mecânicos, criada no mesmo ano, que conta com mais de 30% de mulheres entre seus bolsistas.

Neste Dia do Aviador, as histórias de Claudine e Juliana mostram que, independentemente da geração ou do tipo de operação, a profissão exige preparo, responsabilidade e colaboração. Também reforçam a importância de ampliar o acesso às carreiras da aviação, formando profissionais que ajudam a conectar pessoas, transportar produtos essenciais e contribuir para o desenvolvimento do setor.

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