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Luiz Fara Monteiro

Hackers pró-Ucrânia realizam ataque cibernético e cancelam voos de principal aérea da Rússia

Aeroflot foi forçada a cancelar mais de 50 voos. Grupos Silent Crow Belarusian Cyberpartisans teriam assumido a autoria

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Aeroporto Domodedovo, em Moscou, também foi afetado por cancelamentos de voo da Aeroflot Luiz Fara Monteiro

A companhia aérea nacional da Rússia, Aeroflot, a principal do país, cancelou dezenas de voos nesta segunda-feira (28) depois que hackers pró-Ucrânia alegaram um ataque aos sistemas de TI da transportadora. Em declaração, o grupo intitulado Silent Crow reivindicou o ataque com a colaboração do grupo bielorrusso Cyberpartisans.

Os ciberpartidários bielorrussos disseram em seu site: “Estamos ajudando os ucranianos na luta contra o ocupante, realizando um ataque cibernético à Aeroflot e paralisando a maior companhia aérea da Rússia.”


RESUMO DA NOTÍCIA

  • Aeroflot, a maior companhia aérea da Rússia, cancelou 54 voos devido a um ataque cibernético.
  • O grupo Silent Crow, com apoio dos Cyberpartisans bielorrussos, reivindicou a autoria do ataque.
  • O ataque causou atrasos generalizados e afetou rotas para Belarus e Armênia, considerados "preocupantes" pelo Kremlin.
  • Silent Crow já havia realizado ataques anteriores a várias instituições russas, resultando em vazamentos de dados.

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O Silent Crow disse no Telegram que sua “operação prolongada e em larga escala... destruiu completamente” os sistemas de TI da Aeroflot.

“Glória à Ucrânia! Vida longa à Bielorrússia!” dizia a declaração em nome do Silent Crow.


A Aeroflot informou ter cancelado 54, mas planejava operar os 206 restantes de um total de 260 programados para hoje. Um painel de partidas online do aeroporto de Sheremetyevo, um dos mais afetados, mostrou que dezenas de voos sofreram atrasos de horas.

“Especialistas estão trabalhando para minimizar o impacto no cronograma de voos e restaurar as operações normais de serviço”, disse a Aeroflot. Rotas para Belarus e Armênia também foram comprometidas — o que o Kremlin classificou como “preocupante”.


A companhia aérea disse que o problema com seu sistema de informações também causou atrasos generalizados.

Segundo a Reuters, o Silent Crow já havia assumido a responsabilidade por ataques neste ano a um banco de dados imobiliário russo, a uma empresa estatal de telecomunicações, a uma grande seguradora, ao departamento de TI do governo de Moscou e ao escritório russo da montadora sul-coreana KIA. Alguns desses ataques resultaram em grandes vazamentos de dados.


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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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