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Luiz Fara Monteiro
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Veja o momento da prisão do piloto que tentava contrabandear ecstasy para a Indonésia

Suspeito, que operou voo de passageiros sob efeito de droga, levava na mala urina em garrafa para fraudar teste

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Autoridades da Indonésia apreenderam mais de 70.000 comprimidos de ecstasy com um piloto da Malásia em Jacarta.
  • O piloto, identificado como MSO, testou positivo para metanfetamina, MDMA e cocaína após operar um voo.
  • Ele foi preso no aeroporto internacional Soekarno-Hatta e corre o risco de ser condenado à pena de morte.
  • A Malaysia Airlines está cooperando com as autoridades e iniciou uma investigação interna sobre o caso.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Câmera flagra apreensão de drogas em bagagem de piloto Reprodução video rede social

Autoridades da Indonésia revelaram imagens que registraram em Jacarta a apreensão de uma considerável quantidade de drogas supostamente contrabandeadas por um piloto comercial da Malásia.

A prisão ocorreu na última quarta-feira (29) após apreensão de mais de 70.000 comprimidos de ecstasy em sua mala, segundo as autoridades locais.

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Não bastasse o contrabando, o piloto testou positivo para metanfetamina, MDMA e cocaína após operar - como copiloto - um voo de passageiros para a Indonésia. O homem corre o risco de ser condenado à pena de morte.

Nas imagens reveladas recentemente, o homem tenta simular tranquilidade ao carregar sua mochila tradicional utilizada por tripulantes e segue em direção à esteira de bagagens comuns, onde retira uma mala prateada.

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Na sequência do vídeo editado, ele surge acompanhado por um oficial da Alfândega, já sob processo de revista de bagagens. Assim que a mala é aberta, outros três oficiais surgem para acompanhar os procedimentos. Foi neste momento em que os comprimidos surgem no vídeo, dentro de um saco plástico transparente.

O vídeo ainda mostra um frasco com um líquido amarelo, o que foi descrito como, supostamente, urina de uma outra pessoa, que se acredita ser reservada para eventuais testes antidrogas, comum para tripulantes.

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Aos 39 anos, identificado apenas pelas iniciais MSO, o aviador foi preso no aeroporto internacional Soekarno-Hatta, em Jacarta, pouco depois de chegar de Kuala Lumpur.

“O exame de urina dele deu positivo para metanfetamina, MDMA e cocaína. Portanto, no momento do voo, ele estava sob efeito de substâncias”, disse Hengky Tomuan Parlindungan Aritonang, funcionário da alfândega do aeroporto, a repórteres no fim de semana, na capital da Indonésia.

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Os funcionários da alfândega encontraram 14 pacotes de ecstasy — mais de 70.000 comprimidos — na mala do piloto e 4 gramas de metanfetamina, que se acredita ser para uso pessoal, em sua bagagem de mão.

Hengky disse que o piloto provavelmente não esperava ser revistado na fila alfandegária especial para pilotos e tripulantes, “mas o monitoramento que realizamos é o mesmo” para todos.

Em depoimento aos investigadores, o homem afirmou que esta era a terceira vez que tentava contrabandear drogas, a segunda para a Indonésia e a primeira para a Malásia.

Segundo a lei indonésia, ele corre o risco de ser condenado à pena de morte ou à prisão perpétua.

A Indonésia possui algumas das leis antidrogas mais rigorosas do mundo, incluindo a pena de morte para traficantes, mas mantém uma moratória sobre as execuções há vários anos.

O piloto disse aos investigadores que lhe haviam prometido cerca de 50.000 ringgits malaios (pouco mais de 12.000 dólares) para entregar os narcóticos em Jacarta.

A Malaysia Airlines, em comunicado divulgado na sexta-feira, afirmou que leva as alegações a sério e que iniciou uma investigação interna.

“A Malaysia Airlines prestará total cooperação às autoridades competentes, em conformidade com todas as leis e regulamentos aplicáveis”, afirmou a empresa.

A companhia aérea recusou-se a fazer mais comentários enquanto aguarda o resultado da investigação indonésia.

Existem dezenas de traficantes estrangeiros no corredor da morte na Indonésia, centenas no total.

O país do Sudeste Asiático, de maioria muçulmana, aplicou pela última vez a pena de morte por crimes relacionados a drogas em 2016, quando um indonésio e três nigerianos foram executados por um pelotão de fuzilamento.

Em março, dois britânicos foram condenados a penas de prisão de nove e onze anos, respectivamente, após serem considerados culpados de contrabando de cocaína para a ilha turística de Bali.

Em junho, a polícia de Bali prendeu dois cidadãos russos por tentarem contrabandear quase 8 quilos de haxixe para a ilha turística.

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