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Luiz Fara Monteiro

LATAM terá participação ativa na COP28 por uma aviação verde acessível para os brasileiros

A companhia tem como meta ser carbono neutro até 2050 e diz queo  Brasil precisa de uma política pública própria para o SAF

Luiz Fara Monteiro|Luiz Fara Monteiro e Luiz Fará Monteiro

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Latam: participação ativa na COP28 por uma aviação verde acessível aos brasileiros
Latam: participação ativa na COP28 por uma aviação verde acessível aos brasileiros

A Latam tem como meta ser carbono neutro até 2050 e diz que o Brasil precisa de uma política pública própria para o SAF (combustível sustentável de aviação, na sigla em inglês), para que o uso do combustível sustentável não torne o transporte aéreo inacessível a sua população nem a empresas.

A companhia participará ativamente de painéis da COP28, a 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, junto a entidades governamentais, outros representantes do setor privado e autoridades acadêmicas.


A comitiva da Latam que acaba de desembarcar em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, terá uma participação ativa na COP28. A companhia organizará e participará de diversos painéis junto a entidades governamentais, outros representantes do setor privado e autoridades acadêmicas. A Latam tem como meta ser uma companhia carbono neutro até 2050 e defende uma política pública própria do Brasil para o SAF, para que o uso do combustível sustentável não torne o transporte aéreo inacessível a sua população nem a empresas.

“Estamos investindo fortemente nas discussões em Dubai, porque o Brasil tem potencial para liderar a transição energética em setores-chave como a aviação. Nosso olhar para a COP30 de Belém, daqui a dois anos, já está nessa direção”, explica Maria Elisa Curcio, diretora de Assuntos Corporativos, Regulatórios e Sustentabilidade da Latam Brasil. “A Latam será cada vez mais um ativo social e ambiental para ajudar o Brasil a enfrentar os desafios de descarbonização. E isso passa pela construção de uma política pública estatal para o SAF e pelo desenvolvimento de um mercado de carbono justo e eficiente para a sociedade e os ecossistemas brasileiros.”


A estratégia de sustentabilidade e os desafios da descarbonização

A estratégia global de sustentabilidade do Grupo Latam Airlines tem compromissos para promover o desenvolvimento social, ambiental e econômico da América do Sul nos próximos 30 anos, de forma colaborativa e baseada no diálogo. Todos os compromissos estão focados nos pilares de Mudanças Climáticas, Economia Circular e Valor Compartilhado, conectados com o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). As quatro principais metas do Grupo Latam são: eliminar plásticos de uso único até 2023 e ser uma companhia zero resíduos para aterro sanitário até 2027; reduzir ou compensar o equivalente a 50% das emissões domésticas de CO₂ até 2030; e ser uma companhia carbono neutro até 2050.


Especificamente no pilar de Mudanças Climáticas, a Latam entende que o SAF tem um enorme potencial para impulsionar a descarbonização da aviação, mas sua produção em escala para atender às necessidades das companhias aéreas requer um marco regulatório com regras claras e coerentes e segurança jurídica para investimentos, além de incentivos e tributação adequados. Além disso, a descarbonização do setor aéreo não é uma tarefa que as companhias aéreas podem realizar sozinhas, e o SAF também não é a única solução a ser buscada. A descarbonização da aviação requer atuação em outras três frentes: a incorporação de novas tecnologias, como frotas mais eficientes ou sistemas que permitam a otimização da operação; maiores eficiências operacionais que possibilitem a redução das emissões; e a compensação das emissões.

Nesse sentido, a Latam já adquiriu aeronaves que consomem de 20% a 25% menos combustível, como o Airbus A320 e o e o Boeing 787, e instalou softwares e ferramentas de machine learning que otimizam procedimentos, abastecimento e trajetórias dos aviões. Também começou a testar o uso de veículos elétricos para o atendimento das aeronaves em solo e apoia a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) e o Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) no redesenho de 75 rotas do Brasil, que ajudou a reduzir em 62 milhões de quilos o consumo de QAV (querosene de aviação) e em 196 milhões de quilos as emissões de gás carbônico entre 2020 e o primeiro trimestre de 2023. Ao mesmo tempo, na frente de compensação das emissões, a Latam está trabalhando para identificar projetos sérios e coerentes de créditos de carbono para apoiar a manutenção de ecossistemas essenciais do Brasil, por meio do modelo da “floresta em pé”.

Até 2030, o Grupo Latam quer incorporar até 5% do SAF produzido na América do Sul em suas operações. Por isso, apoia desde agosto de 2023 um estudo do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) em parceria com a Airbus para avaliar os impactos das iniciativas para a descarbonização da aviação na América Latina. O material deve apresentar análises sobre os diversos cenários para a implantação do SAF até 2050, além de explorar os caminhos relacionados ao hidrogênio de baixo carbono, à captura direta de ar e à bioenergia com captura e armazenamento de carbono. Os resultados do estudo do MIT devem ser apresentados em abril de 2024.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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