Multinacional inicia novo projeto para reforçar inspeção de passageiros e bagagens no BH Airport
Med+Seg inicia operação no BH Airport em meio ao crescimento do fluxo de passageiros e à demanda por maior eficiência na segurança

O transporte aéreo brasileiro encerrou o 1º semestre de 2026 com 65,2 milhões de passageiros, avanço de 5,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em Minas Gerais, parte dessa pressão aparece no BH Airport, que espera receber cerca de 1,11 milhão de passageiros até o fim de agosto, volume 21,7% superior ao mesmo mês de 2023 e 1,6% acima de 2024. Entre janeiro e julho, o terminal já movimentou 7 milhões de pessoas, alta de 17,4% sobre 2019. O aumento da circulação amplia também a necessidade de resposta a ocorrências médicas: elas acontecem em aproximadamente 1 a cada 212 voos comerciais.
Em um levantamento com 77.790 atendimentos, houve 1.333 desvios de rota por razões médicas, ou 1,7% dos casos; entre os pousos não programados, 41% envolveram condições neurológicas e 27% problemas cardiovasculares. Ao mesmo tempo, a regulamentação da ANAC exige que a inspeção contra atos de interferência ilícita seja conduzida por Agentes de Proteção da Aviação Civil, os APACs, responsáveis pelo controle de fluxo, inspeção de passageiros e bagagens e acesso às áreas restritas. Em um terminal com mais de 1 milhão de passageiros por mês, a operação depende, portanto, de equipes capazes de conciliar segurança, resposta a situações críticas e fluidez.
É justamente nessa estrutura que a Med+Seg, empresa pertencente ao ecossistema do Grupo Med+, inicia sua operação no maior aeroporto de Belo Horizonte, prevendo uma mobilização de cerca de 200 profissionais. Mais do que ampliar o efetivo, a operação coloca formação e padronização no centro da estratégia. A Med+Seg nasce apoiada na experiência operacional do Grupo Med+ e em uma estrutura que combina treinamento, processos, tecnologia e gestão de pessoas para atuar em ambientes nos quais a margem para falhas é reduzida. Entre os diferenciais apontados pelo grupo estão os centros de treinamento, a experiência acumulada em operações aeroportuárias e a proposta de integrar safety e security, aproximando prevenção, preparação e capacidade de resposta.
A entrada no BH Airport também funciona como uma prova de escala para a nova empresa: assumir uma operação desse porte exige preparar profissionais para procedimentos regulamentados, manter padrões de execução ao longo de diferentes turnos e absorver oscilações expressivas no fluxo de passageiros sem reduzir o nível de segurança. “Quando um aeroporto movimenta mais de 1 milhão de passageiros em um único mês, segurança não pode ser tratada apenas como aquilo que acontece no momento da inspeção. Existe uma operação anterior, baseada em treinamento, processos, supervisão e preparação das equipes. O desafio é conseguir repetir o mesmo padrão milhares de vezes por dia, independentemente do tamanho do fluxo, sem transformar segurança e agilidade em objetivos concorrentes”, Bruna Reis, CEO do Grupo Med+.
A implantação também marca uma mudança na forma como o Grupo Med+ pretende ocupar o mercado aeroportuário. A companhia, historicamente associada às operações de urgência e emergência, passa a ampliar sua presença para etapas anteriores da jornada do passageiro, com uma frente dedicada especificamente à segurança. A lógica é atuar antes que uma ocorrência aconteça, estruturando equipes, formação, protocolos e processos que sustentem a rotina de uma infraestrutura de alta complexidade.
A APAC conduz a inspeção de segurança e controla o fluxo nos canais de inspeção, enquanto procedimentos adicionais podem envolver busca pessoal, inspeção manual de bagagem e utilização de equipamentos específicos sempre que necessário. Para a Med+Seg, o um aeroporto desta proporção representa um marco de escala e consolidação de uma expertise já construída em operações de alta complexidade.
O contrato reforça a capacidade da companhia de aplicar, em uma estrutura aeroportuária de grande porte, um modelo sustentado por 3 pilares centrais: pessoas, processos e tecnologia. A operação também amplia a presença da empresa no segmento de segurança aeroportuária e fortalece uma atuação baseada em formação contínua, padronização e eficiência operacional. “O passageiro enxerga alguns segundos do processo de segurança, mas por trás deles existem profissionais treinados, protocolos, supervisão e uma operação que precisa funcionar de forma contínua. Quanto melhor essa estrutura trabalha, menos ela interfere na jornada de quem está viajando. Esse é o ponto central da segurança aeroportuária: proteger milhões de pessoas sem perder eficiência e sem abrir mão do rigor”, Victor Reis, Presidente do Grupo Med+.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp












