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Luiz Fara Monteiro
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Pane em avião obriga Secretário de Estado americano a pegar a estrada

Em viagem pela Europa para conversações sobre as guerras na Ucrânia e Gaza, Antony Blinken e delegação enfrentaram trajeto de carro com mais de 4 horas de duração entre Paris e Bruxelas 

Luiz Fara Monteiro|Luiz Fara Monteiro e Luiz Fará Monteiro

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Antony Blinken: pane em aeronave e viagem de carro entre Paris e Bruxelas
Antony Blinken: pane em aeronave e viagem de carro entre Paris e Bruxelas Departamento de Estados dos EUA

O cargo de Secretário de Estado dos Estados Unidos é um dos mais importantes do país. E mesmo com tanta pompa no título, o atual titular, Antony Blinken, ficou a pé, ou melhor, de carro, durante um importante trecho de uma viagem do burocrata à Europa. O Boeing que deveria levar Blinken de Paris a Bruxelas, apresentou uma pane considerável, impedindo que a comitiva americana voasse entre as duas cidades.

Blinken e outros funcionários do Departamento de Estado americano que estão na Europa para conversações sobre as guerras na Ucrânia e Gaza foram forçados a viajar de carro entre Paris e Bruxelas na quarta-feira porque o jato C-40 da Força Aérea, uma versão modificada do Boeing 737 usado em companhias aéreas comerciais, desenvolveu problemas não especificados, de acordo com jornalistas que viajavam com ele, relata reportagem da CNN.

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Blinken viaja em aeronaves da frota da Força Aérea. O principal diplomata dos EUA chegou sem incidentes à capital belga para uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da OTAN, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, NATO, na sigla em inglês.

Esta é a segunda vez neste ano que Blinken teve problemas com o Boeing durante uma viagem. Em Janeiro, quando Blinken estava prestes a regressar da Suíça, o mesmo modelo de avião sofreu uma falha crítica no sistema de oxigênio, forçando o principal representante do presidente Joe Biden regressar aos Estados Unidos em outro jato.

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Boeing C-40C: pane
Boeing C-40C: pane Anna Zvereva - Wikimedia Commons

A Boeing tem enfrentado um escrutínio cada vez maior desde que uma tampa de porta de um 737 Max explodiu em um voo da Alaska Airlines em 5 de janeiro, deixando um buraco na lateral do avião que posteriormente pousou com segurança, sem quaisquer ferimentos significativos. A investigação preliminar do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes descobriu que o jato saiu de uma fábrica da Boeing em outubro sem os quatro parafusos necessários para manter a tampa da porta no lugar.

O incidente gerou inúmeras investigações sobre as práticas da Boeing e chamou a atenção do público para um grande número de outros problemas em voos subsequentes com modelos da fabricante. 

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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