Passageiro que ameaçou chutar comissária é banido de voar por companhia aérea
Tripulante esbarrou o carrinho de refeição no braço do homem, que não aceitou repetidos pedidos de desculpas e usou linguagem vulgar em voo da China Eastern
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A China Eastern Airlines denunciou um passageiro à polícia por supostamente perturbar a ordem, depois que uma comissária de bordo foi filmada ajoelhada no corredor da cabine para se desculpar por ter esbarrado no cotovelo dele com um carrinho de serviço.
O incidente ocorreu em 28 de setembro, em um voo doméstico da China Eastern Airlines entre Hefei e Dalian, na província de Liaoning. Segundo a companhia aérea, enquanto uma comissária de bordo empurrava um carrinho de serviço de bebidas, o carrinho esbarrou no cotovelo do passageiro, que dormia.
A comissária pediu desculpas imediatamente diversas vezes e verificou o estado do braço do passageiro. Mas a companhia aérea alegou que o homem permaneceu agitado, usou linguagem agressiva e fez ameaças, insinuando que chutaria a comissária.
Um vídeo compartilhado online mostrou a comissária de bordo ajoelhada diante do passageiro para pedir desculpas, o que gerou controvérsia na China.
A equipe médica examinou o passageiro após o pouso da aeronave e não encontrou ferimentos visíveis nem necessidade de tratamento adicional, de acordo com a avaliação da companhia aérea.
A China Eastern afirmou que o passageiro recusou a oferta da equipe do aeroporto de acompanhá-lo a um hospital e deixou o aeroporto por conta própria.
Em um comunicado sobre o incidente, divulgado no sábado (3), a companhia aérea afirmou acreditar que as ações do passageiro perturbaram a ordem a bordo de uma aeronave civil e infringiram gravemente a dignidade pessoal do funcionário.
A companhia aérea acrescentou que proibiu o indivíduo de voar com eles.
A China Eastern Airlines denunciou um passageiro à polícia e impôs restrições às suas futuras reservas após uma controvérsia gerada quando uma comissária de bordo foi obrigada a se ajoelhar e pedir desculpas dentro da cabine.
De acordo com o South China Morning Post (SCMP) de Hong Kong, a companhia divulgou um comunicado anunciando as medidas após concluir a coleta de provas, a verificação dos fatos e as análises jurídicas referentes ao recente incidente a bordo.
A companhia aérea explicou que denunciou o passageiro às autoridades de segurança pública após concluir que o comportamento do indivíduo perturbou a ordem na cabine e infringiu gravemente a dignidade pessoal e os direitos profissionais da equipe.
A empresa acrescentou que suspendeu os serviços de transporte para o passageiro, em conformidade com os regulamentos internos, e que ofereceu acompanhamento psicológico e jurídico à comissária de bordo afetada.
Em comunicado divulgado na época, a China Eastern disse: “Estamos revisando todo o processo do incidente e coletando evidências”, acrescentando: “Manteremos rigorosamente os padrões mínimos de segurança da aviação e protegeremos a dignidade profissional de nossos funcionários, em conformidade com as leis e regulamentos.”
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