Por que avião de Flávio Bolsonaro desviou do Brasil antes de chegar aos EUA?
No espaço aéreo brasileiro, a aeronave poderia ser interceptada pela FAB e obrigada a pousar na pista mais próxima
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou aos Estados Unidos na manhã desta quarta-feira (28), acompanhado da família, após a derrota de Flávio para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições.
A aeronave que transportava Flávio pousou por volta das 10h20 (horário de Brasília) no aeroporto executivo de Miami-Opa Locka, na Flórida, após partir de Guayaquil, no Equador. Mas o voo teve um desvio no meio do caminho.
Entenda o desvio
A rota traçada no plano de voo que levou o senador da Argentina aos Estados Unidos preferiu percorrer uma distância maior e evitar o espaço aéreo brasileiro.
Com a matrícula do jatinho Gulfstream G400 já sob a mira das autoridades, a aeronave poderia ser interceptada pela Força Aérea Brasileira e ser obrigada a pousar na pista mais próxima, aumentando as chances de prisão do senador pelo PL do Rio de Janeiro.
O voo que operou a fuga de Bolsonaro sobrevoou o Paraguai, a Bolívia e o Peru antes de parar para o reabastecimento em Guayaquil, no Equador.
Essa escala foi necessária porque o Gulfstream IV tem um alcance máximo de 7.778 quilômetros de distância, voando à velocidade Mach 0,85. A distância do ponto de partida na Argentina até Miami é de cerca de 7.073 km, o que por si só inviabilizaria um voo seguro direto. O desvio fora do espaço aéreo brasileiro aumentou ainda mais o percurso.
Relembre
Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado a entrega dos passaportes do senador e proibido sua saída do Brasil. Apesar da restrição, o parlamentar deixou o país em direção à Argentina antes de seguir para os Estados Unidos.
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