Problema de software causa novo atraso em certificação de Boeing 737 MAX 10
Administração Federal de Aviação adia a certificação até que a fabricante resolva o problema recém-divulgado
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) está adiando a certificação do Boeing 737 MAX 10 até que a fabricante resolva um problema de software recém-divulgado, adicionando mais um obstáculo à entrada em serviço da aeronave, que já estava atrasada há tempos, informou a Reuters.
O administrador da FAA, Bryan Bedford, afirmou na segunda-feira que os reguladores adiariam a certificação do MAX 10 até que estivessem convencidos de que o problema de software havia sido resolvido. Ele não forneceu um cronograma para o processo de certificação.
“Vamos adiar o voo 10 até termos certeza de que não há nenhum problema”, disse Bedford a repórteres no Aeroporto Nacional Reagan de Washington.
De acordo com a Boeing, o problema afeta algumas aeronaves 737 MAX e pode impedir que os pilotos acessem o sistema de orientação automática de voo durante um cenário específico de pouso. A empresa informou no sábado que já notificou as operadoras e está desenvolvendo uma atualização de software para solucionar o problema de forma definitiva.
A FAA afirmou que o software pode aumentar a carga de trabalho do piloto durante uma arremetida, quando a tripulação aborta o pouso e inicia uma nova aproximação.
A divulgação fez com que as ações da Boeing caíssem 6,9% no fechamento de segunda-feira, refletindo a preocupação dos investidores de que o problema pudesse atrasar ainda mais a certificação do MAX 10. A aeronave é fundamental para os esforços da Boeing em fortalecer sua posição contra a Airbus no mercado global de aeronaves de corredor único.
A WestJet, que opera o software em parte de sua frota de 737 MAX, afirmou não ter experimentado nenhum problema em serviço e não considera a questão um risco à segurança. Três pilotos de 737 MAX da WestJet, falando anonimamente, disseram desconhecer problemas com o software durante arremetidas, um procedimento relativamente incomum.
Bedford afirmou que o software foi fornecido pela GE Aerospace, fornecedora de motores a jato da Boeing, e indicou que uma correção poderia ser desenvolvida com relativa rapidez.
O MAX 10 é a maior variante da família 737 MAX da Boeing e tem enfrentado repetidos atrasos no processo de certificação, o que complica os esforços da empresa para expandir as entregas e competir com a Airbus no mercado de aeronaves de corredor único.
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