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Luiz Fara Monteiro

"Queremos nos fortalecer como um dos principais hubs do país", diz diretor do BH Airport

Daniel Miranda, afirma ao Airport News que a estratégia é fazer do aeroporto um centro de distribuição de voos domésticos e internacionais, que encurta distâncias e conecta destinos.

Luiz Fara Monteiro|Do R7

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Daniel Miranda, CEO interino e diretor Administrativo-Financeiro do BH Airport
Daniel Miranda, CEO interino e diretor Administrativo-Financeiro do BH Airport Airport News

“Nos fortalecemos diariamente como hub de destinos domésticos e internacionais”. A declaração é de Daniel Miranda, CEO interino e diretor Administrativo-Financeiro do BH Airport, concessionária de um dos maiores aeroportos do país. Em entrevista ao Airport News, Miranda diz que nessa estratégia, desenvolvida em meio à crise da pandemia, conta com um time dedicado a atrair novos voos e já registra resultados favoráveis este ano: “Ao todo, atendemos 63 destinos, o que demonstra que somos um importante player na aviação.”

“Para se ter uma ideia, quase quadriplicamos o número de destinos internacionais. Até o final do ano passado, tínhamos as rotas para Lisboa, em Portugal, pela TAP, e Panamá, pela Copa. Em março, lançamos o voo para Bogotá, na Colômbia, pela Avianca. Em junho, foi a vez, de inaugurar as rotas para Curaçao, na ilha no Caribe, e para Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, pela Azul. Em setembro, teremos o lançamento do voo para Orlando, também pela Azul. Já em novembro, será a vez de Santiago, no Chile, pela Latam”, afirma Miranda, adiantando que a estratégia fortalece ainda a atração de cargas internacionais.


Para que isso se tornasse possível, ele explica que foi preciso fortalecer a malha aérea doméstica e regional do BH Airport e reforçar as parcerias público-privadas para incentivar o turismo na região e no estado de Minas Gerais. Segundo Miranda, isso foi fundamental para o lançamento dos voos internacionais e do destaque como hub, garantindo mais competitividade na aviação. “Tudo isso reforça o nosso compromisso em ampliar a conectividade de Minas Gerais com o mercado nacional e global. Hoje, Belo Horizonte é o segundo maior mercado de destinos no Brasil e o terceiro aeroporto com maior número de destinos nacionais e internacionais”, ressalta.

Outro foco do BH Airport é tornar o aeroporto uma extensão da cidade, o que, segundo o executivo, tem despertado o interesse de diversas empresas e investidores do mercado imobiliário interessados em participar do desenvolvimento socioeconômico da região do entorno. “Estamos revisando nosso MasterPlan e definindo a vocação das áreas no sitio aeroporto, que hoje conta com mais de 15 milhões de metros quadrados. Em breve, teremos um portfólio de projetos de Real State que poderão ser um grande catalizador de negócios”.


Retomando o movimento pré-pandemia

O processo de retomada da demanda no BH Airport ainda é desafiador. Conforme Daniel Miranda, a demanda é crescente e o aeroporto deve fechar o ano com a movimentação de aproximadamente 10,5 milhões de passageiros – o que representa cerca de 90% do fluxo pré-pandemia. “Ainda não recuperamos completamente os patamares de 2019, quando a movimentação anual foi de 11,3 milhões de pessoas. Isso deve ficar para 2024. Um dos fatores para isso está na mudança do perfil do passageiro e no aumento do preço médio das passagens aéreas, o que ainda é reflexo da Covid-19, da alta do dólar e do aumento dos preços dos combustíveis da aviação”, explica.


Além do processo de retomada, ele diz que é importante destacar os desafios regulatórios, pois as questões relacionadas com os impactos da pandemia ao longo do contrato de concessão são um ponto de atenção. “Também buscamos os reembolsos das obras do poder público e uma solução para continuidade das intervenções que geram um desafio adicional para a concessionária”, revela Miranda. 

“Mesmo com os obstáculos, seguimos atentos em proporcionar a melhor experiência aeroportuária aos clientes. No final do ano passado, concluímos a primeira fase da reforma do Terminal de Passageiros 1, que o tornou mais moderno, bonito e funcional e contribuiu para a expansão do nosso mix de lojas”, destaca Daniel. Esse mix, inclusive, tem sido um ponto alto do aeroporto e, nos últimos seis meses, mais de 20 operações foram inauguradas e novas lojas estão por vir. “Ao longo de 2023, a nossa expectativa é dobrar a nossa Área Bruta Locável (ABL)”, afirma.


Para o executivo, isso se reflete na imagem do BH Airport que, no mês passado, foi reconhecido pelo seu compromisso com a satisfação do cliente por meio do programa Airport Customer Experience Accreditation – iniciativa que faz parte do Airport Service Quality (ASQ) de Airports Council International (ACI) Word e contribui para que os aeroportos possam melhorar suas práticas e proporcionem ao viajante uma experiência singular. “O nosso terminal foi o primeiro no país a receber essa certificação”, destaca.

“Por fim, temos o desafio da sustentabilidade. Colocamos em prática diversas ações que nos fortalecem como aeroporto verde, mas também nos exige desenvolver novas tecnologias e processos que, em um cenário de baixa lucratividade, se torna um desafio relevante frente aos compromissos de redução das emissões de carbono do setor”, afirma Miranda, acrescentando que o BH Airport tem mantido seu compromisso com as políticas ESG e, com ações simples e eficazes, mantém seu desempenho ambiental. “Tanto que, no último mês, fomos reconhecidos como o aeroporto mais sustentável do Brasil pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o que nos enche de orgulho e mostra que estamos no caminho certo”, conclui.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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