Swiss cobrirá seus aviões com "pele de tubarão" para reduzir emissões
Companhia será a primeira no mundo a usar tecnologia AeroSHARK para reduzir as emissões de dióxido de carbono
Luiz Fara Monteiro|Do R7

A Swiss aplicará o tratamento na fuselagem de suas aeronaves para reduzir o consumo de combustível. A tecnologia chamada de AeroSHARK reduzirá as emissões de dióxido de carbono e o consumo de combustível de suas operações de voo. Resultando na diminuição das emissões de dióxido de carbono, consequência da redução do arrasto aerodinâmico que essa tecnologia oferece.
De acordo com a Aviación Sostenible, as doze aeronaves Boeing 777-300ER da companhia aérea terão sucessivamente o inovador filme, desenvolvido em conjunto pela Lufthansa Technik e pelo fabricante de produtos químicos e revestimentos BASF, aplicado à fuselagem,”, diz um comunicado emitido pela companhia aérea do Grupo Lufthansa.
A Swiss se tornará assim a primeira companhia aérea do mundo a voar com aviões tratados com AeroSHARK. Esta é uma aplicação biomimética que procura emular o que acontece na pele dos tubarões. Oferecerá melhores condições para os aviões enfrentarem a resistência aerodinâmica.
A biomimética se inspira na natureza para inovar em aplicações que geram novos produtos ou melhoram os já existentes. Desde seus primórdios, o setor aéreo tem sido um dos principais atores ao recorrer à natureza para realizar seus desenvolvimentos.
AeroSHARK é um filme que apresenta milhões de 'riblets'. "São pequenas saliências de apenas 50 micrômetros de altura. Eles reproduzem a pele altamente hidrodinâmica dos tubarões e, assim, reduzem o arrasto aerodinâmico de uma aeronave onde quer que seja aplicado”, relatou a SWISS.
Dieter Vranckx, CEO da Swiss, garantiu que a companhia coloca grande ênfase na promoção ativa e na realização de investimentos direcionados em novas tecnologias. "Estamos satisfeitos por sermos a primeira companhia aérea de passageiros do mundo a usar a inovadora tecnologia AeroSHARK. Ao fazer isso com nossa frota de Boeing 777, agora estaremos dando uma contribuição substancial para garantir viagens mais sustentáveis”.
Quanto o AeroSHARK reduz o consumo de combustível e as emissões de CO2?
Ao aplicar um total de 950 metros quadrados de filme de nervuras AeroSHARK nas superfícies da fuselagem e nacele do motor de um Boeing 777, pode-se obter uma economia de combustível de cerca de 1,1%.
Isso reduzirá seu consumo anual de combustível em mais de 4.800 toneladas e as emissões anuais totais de dióxido de carbono da frota de Boeing 777 em até 15.200 toneladas, a quantidade emitida respectivamente por cerca de 87 voos de longa distância de Zurique a Mumbai.
A companhia aérea suíça colaborou ativamente com a Lufthansa Technik e a BASF no desenvolvimento deste tratamento de superfície para o 777. Aliás, como fizeram saber, no verão de 2021, o desempenho aerodinâmico da asa de um Boeing 777 foi precisamente monitorado durante um voo programado da Swiss entre Zurique e São Francisco. Os dados coletados permitiram que a Lufthansa Technik projetasse modelos de simulação de fluxo de ar 3D altamente precisos que serão usados em um futuro próximo para desenvolver o filme Riblet AeroSHARK para posterior aplicação nas asas do Boeing 777 para explorar ainda mais o potencial de economia de combustível e emissões.
A companhia aérea do Grupo Lufthansa continua trabalhando arduamente para promover a descarbonização de suas operações. Nesse sentido, seus planos prevêem reduzir pela metade as emissões de CO2 até 2030 – em relação a 2019 – e se tornar neutra em carbono até 2050.














