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Luiz Fara Monteiro

Turismo acumula perda de R$ 485 bilhões desde a pandemia

Prejuízo vem desde o agravamento da pandemia do novo Coronavírus no país, em março de 2020, até janeiro de 2022. Cáalculo é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo 

Luiz Fara Monteiro|Do R7

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Turismo acumula perdas com pandemia
Turismo acumula perdas com pandemia William Alves

As atividades turísticas já somam um prejuízo de R$ 485,1 bilhões desde o agravamento da pandemia do novo coronavírus no país, em março de 2020, até janeiro de 2022, calcula a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Do prejuízo acumulado na pandemia até janeiro deste ano, mais da metade ficou concentrado nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro

Passada a crise provocada pela pandemia do covid-19, as companhias aéreas estão sofrendo uma nova dificuldade devido ao preço do querosene de aviação (QAV), na esteira do aumento do petróleo. A análise é de Leonardo Bastos, CEO da Kennedy Viagens Corporativas.


No ano passado, quando o petróleo subiu 54%, o combustível teve um reajuste de 76,2% no preço. Para níveis de comparação, Diesel teve 56% de aumento, Gasolina 42% e GLP 36%.Neste momento, com o petróleo registrando uma alta de 45% no acumulado de 2022, existe a tendência de que as empresas elevem os preços das passagens e também tenham de reduzir as operações para conseguir atravessar esse período.

O que acontece, segundo Bastos, é que o combustível do avião representa 25% do custo de um voo, ou seja, se esse produto aumenta, gera um impacto diretamente no preço final das passagens aéreas.


Essa alta provém muito da guerra entre Rússia e Ucrânia. A Rússia é um país de grande importância geopolítica, grande o suficiente para que os efeitos causem sequelas nos negócios da aviação e demais segmentos.

Os principais impactos causados na aviação em um primeiro momento são tarifas de combustível, câmbio, e preço de commodities relevantes para a indústria, como o titânio, que é necessário para a fabricação de aviões.


Diante disso, haverá um aumento das tarifas aéreas. Além, além de outros reajustes, como já vimos com as bagagens da LATAM, que foram reajustadas em 14 de março último.

As margens das cias aéreas continuarão "apertadas", com o aumento do valor da passagem aérea, cai também a quantidade de pessoas interessadas em utilizar este serviço, com isso, as cias aéreas tendem a "brigar" cada vez mais por Share, em virtude da diminuição da demanda. Graças a isto, as cias aéreas tendem a incentivar mais ainda as empresas, com o objetivo de aumentar seu market share dentro das empresas que utilizam serviços aéreos, e como eles fazem isso? Concedendo um desconto em troca de participação, ou seja, preferência de compra.


Essa é uma prática comum no mercado, e deve ser potencializada neste momento onde a demanda será menor do que a projetada, caso tenha algum parceiro comercial, ou seja, uma agência de viagens, esse é o momento da agência tentar um acordo corporativo para sua empresa.

Imagine um voo específico que acontecerá daqui a 6 meses. O sistema faz a seguinte análise: qual a percentagem deveria ter sido vendida com 6 meses de antecedência? Vamos imaginar que seja 10%, se a cia aérea vendeu só 8%, ela tende a precificar a passagem mais barata, para que chegue mais rápido ao seu orçamento previsto.

Se 6 meses antes do voo a cia aérea já conseguiu vender 15% dos assentos, o preço da passagem será mais cara, essa precificação é realizada de forma automática por um algoritmo e para todos os voos disponíveis.

Clique aqui para acompanhar a análise completa sobre o panorama.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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