Voo que levou Flávio aos EUA foi o mais monitorado do dia em plataformas de aviação
Quase um milhão de internautas acompanharam a rota do Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, que decolou da Argentina rumo a Miami, na Flórida

O voo mais acompanhado do dia em plataformas mundiais de monitoramento foi o que levou o senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. Quase um milhão de internautas acompanharam a rota do Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, que decolou da Argentina rumo a Miami, na Flórida.
A plataforma FlightRadar24 contabilizou 927.367 pessoas rastreando o voo que decolou de Puerto Iguazu, na Argentina, até o aeroporto executivo de Miami-Opa Locka, na Flórida, com uma escala de reabastecimento em Guayaquil, no Equador.
Já a AirNav Radar afirma que registrou na manhã desta quarta-feira (28) cerca de 900 mil pessoas rastreando o voo entre Guayaquil e Miami.
Enfrentando acusações como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e calúnia, Flávio deixou o Brasil poucas horas após se recusar a reconhecer a derrota para o atual presidente, Lula da Silva, na votação de domingo (25).
Segundo o jornal argentino Clarín, o procurador federal de Puerto Iguazú, Fabián Martínez, solicitou relatórios de órgãos oficiais para apurar como o ex-candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, entrou no país e se havia algum impedimento legal para fazê-lo.
Fontes judiciais informaram ao periódico que o procurador solicitou informações para iniciar a investigação de uma denúncia apresentada nesta quarta-feira pela deputada nacional da oposição, Marcela Pagano, contra o Presidente da Nação no tribunal federal de Puerto Iguazú.
“A investigação busca determinar se Bolsonaro teve algum impedimento para entrar no país e se algum crime foi cometido durante seu processo de imigração”, disseram fontes próximas à investigação a este veículo de comunicação.
Pagano argumentou em sua denúncia que Bolsonaro tinha uma proibição de viagem imposta pelos tribunais de seu país em um dos casos de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal contra o líder do Partido Liberal.
Em sua apresentação, a congressista falou da “suposta entrada clandestina de Bolsonaro em território nacional”, acompanhado de sua esposa e duas filhas, e da “operação montada para sua transferência aos Estados Unidos da América via Argentina”.
No sistema judiciário federal de Misiones, prevalece o sistema acusatório, no qual as investigações criminais são de responsabilidade do Ministério Público, que toma as medidas investigativas que julgar cabíveis.
Se o Ministério Público acreditar que um crime foi cometido durante a investigação, ele apresenta uma denúncia ao tribunal.
Fontes consultadas indicaram que o procurador Martínez ordenou as primeiras diligências. Estas visam apurar se Bolsonaro violou alguma norma ao entrar na Argentina. “Especificamente, se ele teve algum impedimento para fazê-lo”, resumiu a fonte.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp














