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Como a ciência molda a cevada brasileira que vai na sua cerveja

A genética por trás da cerveja e o trabalho que começa no laboratório

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Como nasce uma cultivar: a história da ABI Valente Foto: Arquivo pessoal

Na Rota da Cerveja, série especial do blog onde desvendamos o caminho da cevada até a cerveja que está no seu copo, termina hoje com um bate-papo com Adriana Favaretto, gerente regional de pesquisa da Ambev para Brasil, Argentina e Uruguai.

Ela trabalha no melhoramento genético da cevada desde 2018 e lidera o desenvolvimento de novas variedades. Em entrevista ao Mundo Agro, explicou como a pesquisa influencia a qualidade do produto final, o trabalho com os produtores e a importância da nova cultivar ABI Valente, que demorou mais de uma década para chegar ao ponto ideal.


Adriana Favaretto, gerente regional de pesquisa da Ambev para Brasil, Argentina e Uruguai Foto cedida: Adriana Favaretto

Mundo Agro: Qual é a importância do seu setor, do núcleo de pesquisa e do melhoramento genético para o produto final que o consumidor leva para casa?

Adriana Favaretto: A gente costuma dizer que aqui é o berçário da cevada, pois estamos no início de toda a cadeia. Desenvolvemos novas variedades de cevada cervejeira com cuidado, carinho e atenção, pensando tanto na indústria quanto no produtor. Assim, conseguimos contribuir com ambas as partes da cadeia, trazendo inovações para o agro e para a indústria.


Mundo Agro: Este ano temos um marco importante com a nova cultivar ABI Valente. O que ela representa e qual foi o trabalho por trás desse desenvolvimento?

Adriana Favaretto: É um marco muito grande. A ABI Valente começou a ser desenvolvida há cerca de 11 anos, a partir de um cruzamento genético feito pelo nosso time. Testamos a variedade em condições ambientais e climáticas do sul do Brasil durante 9 a 10 anos, coletando milhares de dados agronômicos e de qualidade.


Quando percebemos seu excelente potencial, multiplicamos as sementes junto a produtores parceiros e realizamos testes industriais. Após todo o registro legal junto ao Ministério da Agricultura, a ABI Valente foi homologada para uso nas nossas cervejarias, entregando maior potencial de qualidade do que as variedades já existentes.

Mundo Agro: Qual a importância do melhoramento genético nesse processo?


Adriana Favaretto: A genética garante um grão com mais sabor, resistente a doenças e com perfil adequado de qualidade. Nenhuma cultivar dura para sempre; com o tempo, elas perdem resistência, e a demanda do produtor e da indústria muda. Por isso, é fundamental testar novos materiais para substituir variedades antigas, mantendo a produtividade e a qualidade do malte.

Mundo Agro: Qual a importância do trabalho de campo e da pesquisa para o consumidor final?

Adriana Favaretto: Cada brinde começa no campo. Mostrar o trabalho de pesquisa e desenvolvimento ajuda a entender que a cevada cultivada e aprimorada no agro é a base do produto final. O mérito é de um time dedicado que acompanha toda a cadeia, do berçário da cevada até o copo do consumidor.

Mundo Agro: Para encerrar, em uma palavra, o que é a cevada para você?

Adriana Favaretto: Orgulho.

*A jornalista Fabi Gennarini viajou a convite da Ambev

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