Um sonho de infância que levou anos para se realizar: conhecer a fábrica de chocolates
Um dos presentes mais esperados durante o ano era ganhar — ou poder comprar — a tão desejada caixa amarela de bombons

Eu tinha 12 anos e estava de férias no litoral capixaba com meus pais. Tinha um sonho: conhecer a fábrica de chocolates da Garoto, em Vila Velha, no Espírito Santo.
Mas o plano não deu certo naquele momento.
Um dos presentes mais esperados durante o ano era ganhar — ou poder comprar, sim, exatamente isso — a tão desejada caixa amarela de bombons.
Meu interesse, porém, estava concentrado nos meus chocolates preferidos: Batom ao leite e Opereta de creme. E não havia briga com a minha irmã mais velha. Afinal, os caçulas sempre conseguem uma vantagem a mais. Eu dizia: “Pode ficar com os demais. Isso aqui já é suficiente”.
Os anos passaram até que chegou o grande dia.
Participar da Expedição Feito de Brasil, com a Nestlé, foi especial justamente porque me permitiu realizar aquele sonho de infância. Pude conhecer não apenas uma fazenda que fornece as amêndoas de cacau, mas também a fábrica da Garoto e as linhas onde são produzidos alguns dos chocolates que fizeram parte da minha história.

Em operação desde 1929, a unidade de Vila Velha está entre as dez maiores fábricas de chocolate do mundo. A estrutura reúne a planta industrial, a sede e o centro de distribuição do Espírito Santo, de onde saem caixas de bombons, tabletes, ovos de Páscoa e chocolates para uso culinário, entre outros produtos que chegam ao Brasil e também a outros países.
Mas, afinal, o que eu vi lá?
Muito amor e dedicação no trabalho.
Se no campo existe cuidado com o cultivo da matéria-prima, na fábrica não seria diferente. Cada etapa revela conhecimento, precisão e o trabalho de profissionais que ajudam a transformar o cacau em produtos que fazem parte da memória de milhões de consumidores.

Experimentar meu chocolate preferido saindo literalmente da linha de produção, conhecer profissionais que estão há mais de dez anos na empresa e carregam experiência na fabricação de um dos produtos mais icônicos da marca e, por fim, participar de uma degustação de chocolate com café encerraram a visita à fábrica dos sonhos.
E ainda teve mais.
Conheci o Museu Garoto ao lado de Rosemary Santos, gerente da Loja da Garoto, que ajudou a contar um pouco da história dessa marca tão presente na vida dos brasileiros.
Aos 12 anos, eu queria conhecer a fábrica.
Anos depois, finalmente entrei nela.
E descobri que, por trás de uma caixa amarela, existe muito mais do que chocolate. Existe história, gente, conhecimento, trabalho e uma cadeia que começa muito antes de o bombom chegar às nossas mãos.
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