Cozinha italiana revela a diversidade de suas raízes em São Paulo
A imigração italiana trouxe hábitos, receitas e, sobretudo, uma maneira particular de se relacionar com a comida
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Há uma Itália que não está apenas nos livros de história ou nos sobrenomes de São Paulo. Ela está na mesa.
“Eu acho que todo paulistano tem no seu DNA mais de 50% de italiano”, disse Marília Marton, secretária de Estado da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo de São Paulo.
A frase ajuda a explicar uma parte importante da formação do estado. A imigração italiana não trouxe apenas gente. Trouxe hábitos, receitas e, sobretudo, uma maneira particular de se relacionar com a comida.
É essa herança que chega à mesa durante a 15ª Settimana della Cucina Italiana, que reunirá 20 chefs italianos em 20 restaurantes paulistanos, com menus inspirados em 20 regiões da Itália.
É também uma forma de contar, pela gastronomia, a diversidade de um país que está longe de caber em uma única receita — ou mesmo em uma única maneira de preparar uma alcachofra.
“Eu sou do norte da Itália. A minha avó fazia a alcachofra gelada, mas, na região do meu marido, a alcachofra é quente. Isso toda vez dá confusão na minha família”, contou Marília.

No prato, uma simples alcachofra revela o que a história também ensina: a Itália é feita de muitos territórios, sotaques, tradições e maneiras de cozinhar. E parte dessa diversidade atravessou o oceano e ganhou lugar permanente nas mesas paulistanas.
Confira a programação completa e os restaurantes participantes da 15ª Settimana della Cucina Italiana.
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