Conheça a trajetória do instrutor Igor Lisboa no Ranch Sorting
Profissional assume o Centro de Treinamento de Itu e mostra como disciplina e conexão com o campo moldam sua trajetória; leia a entrevista

Histórias do campo não começam de repente — constroem-se ao longo do tempo, entre aprendizado, convivência e muita estrada de terra.
Foi nesse cenário, marcado pelo som firme dos cascos e pelo cheiro da terra, que segui até o Haras EFI, em Itu, com o Ford Bronco Badlands — o “Cavalo Selvagem” — abrindo caminho entre os canaviais.
Lá, conheci Igor Lisboa, jovem instrutor e que vai coordenar o Centro de Treinamento de Ranch Sorting de Itu e Região.
Igor construiu sua trajetória com disciplina e constância. Mais do que técnica, seu trabalho carrega propósito: desenvolver cavalos e, ao mesmo tempo, fortalecer a conexão entre homem, animal e campo.
Ao longo desta entrevista, ele compartilha os caminhos que o levaram ao reconhecimento e amplia o olhar sobre o cavalo Mangalarga. Para além das pistas e do lazer, a raça se revela, em sua visão, como um exemplo de versatilidade e desempenho — capaz de responder com eficiência às demandas do trabalho e do esporte.

O Mundo Agro: Fala um pouquinho da sua trajetória. Como tudo começou?
Igor Lisboa: Minha trajetória começou entre 2018 e 2019, quando entrei no mercado do cavalo. Desde então, passei a ter vínculo com o Ranch Sorting, trabalhando com cavalos, treinando e aprendendo como auxiliar de treinador.
O Mundo Agro: E quando você passou a atuar de forma independente?
Igor Lisboa: No final de 2021, com o apoio da família da minha esposa, abri meu próprio negócio. Comecei a treinar cavalos e seguimos até hoje. Em 2022, conquistamos um reconhecimento importante, ficando entre os 16 mais pontuados do Brasil, em poucos meses de provas.
O Mundo Agro: Como surgiu a oportunidade de atuar com o instrutor do Haras EFI?
Igor Lisboa: Surgiu nesse processo de crescimento. Apareceu a oportunidade de fazer parte da família do Haras EFI, e abraçamos um grande desafio: mostrar o outro lado do Mangalarga, explorando a versatilidade do cavalo também no trabalho com o boi.
O Mundo Agro: Qual a importância dessa proposta?
Igor Lisboa: É muito importante, porque mostra que o Mangalarga não é só pista ou passeio — ele também pode ser um atleta completo. Além disso, aproxima o público que ainda não conhece a modalidade.
O Mundo Agro: Você sempre teve contato com cavalos?
Igor Lisboa: Sempre. Desde criança, nunca me vi sem cavalo. Em 2018, decidi que queria isso para a minha vida.
O Mundo Agro: Dá para viver bem dessa profissão?
Igor Lisboa: Dá, sim. Quando você faz o que ama, já tem um reconhecimento pessoal, e o financeiro vem como consequência.
O Mundo Agro: Você tem algum cavalo especial?
Igor Lisboa: Tenho uma égua Quarto de Milha, de cinco anos. Ela representa tudo o que conquistei. Mostra todo o processo, as dificuldades e a evolução até chegar ao nível em que está hoje.
O Mundo Agro: Existe muita diferença entre o Quarto de Milha e o Mangalarga?
Igor Lisboa: Existem diferenças morfológicas e de equilíbrio. O Mangalarga, por exemplo, nem sempre é tão estimulado a usar o posterior, mas, com trabalho, é possível desenvolver e alcançar ótimos resultados.
O Mundo Agro: Na sua visão, qual o maior desafio para quem quer começar na modalidade?
Igor Lisboa: Querer. É um esporte que abraça todo mundo, aproxima famílias e cria conexão entre pais e filhos. É muito completo nesse sentido.
O Mundo Agro: E o cavalo, o que ele representa para você em uma palavra?
Igor Lisboa: Vida.
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