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Conflito no Oriente Médio pressiona preços de fertilizantes, mas abastecimento de produtos químicos no Brasil está garantido

Abiquim afirma que indústria nacional tem capacidade ociosa suficiente para atender à demanda interna

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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André Passos Cordeiro, presidente-executivo da Abiquim Foto cedida: Abiquim

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) acompanha de perto o conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel e seus impactos na economia global e no agronegócio brasileiro.

Até o momento, não há risco de desabastecimento de produtos químicos no Brasil. A oferta internacional permanece ampla, e a indústria química nacional dispõe de 40% de capacidade produtiva ociosa, permitindo ampliar rapidamente a produção para atender à demanda interna.

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Os efeitos mais relevantes do conflito chegam de forma indireta, afetando energia, fertilizantes e logística marítima internacional.

“O conflito pressiona custos globais relevantes, especialmente em energia e fertilizantes. No caso dos produtos químicos, o Brasil dispõe de capacidade industrial suficiente para preservar o abastecimento do mercado”, disse André Passos Cordeiro, presidente-executivo da Abiquim.

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O impacto mais imediato é sentido no mercado de fertilizantes nitrogenados, como ureia e amônia:

  • O Irã é um grande exportador desses produtos, e a instabilidade na região, somada às interrupções logísticas no Golfo, aumenta a volatilidade de preços.
  • Desde o início do conflito, o preço da ureia no Brasil subiu mais de 33%.
  • O país importa 85% dos fertilizantes que consome, tornando-o mais vulnerável a choques de preço e restrições logísticas.

Entre os principais efeitos observados estão:

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  • Aumento do custo do gás natural, principal insumo na produção de ureia e amônia
  • Elevação do frete marítimo e dos prêmios de seguro devido ao risco nas rotas do Golfo
  • Cobrança de taxas emergenciais de navegação e combustível
  • Redirecionamento de cargas e suspensão temporária de escalas em portos

Apesar desses desafios, a indústria química brasileira mantém capacidade suficiente para garantir o abastecimento. O setor é o sexto maior do mundo e gera cerca de 2 milhões de empregos diretos e indiretos.

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