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Agro brasileiro celebra fim de sobretaxas dos Estados Unidos em 60 produtos do setor

Decisão beneficia carne, café, soja e frutas

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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crane loading cargo container to container ship in the international terminal logistic sea port concept freight shipping by ship at sunset Foto cedida: Abiec

O agronegócio brasileiro recebeu com entusiasmo a decisão do governo dos Estados Unidos de suspender as sobretaxas aplicadas sobre mais de 60 produtos do setor.

“Essas tarifas extras penalizavam o produtor brasileiro e também o consumidor americano, que viu desaparecer das prateleiras alimentos de qualidade reconhecida. O anúncio é uma vitória importante do agro”, afirmou Tirso Meirelles, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp).


A Comissão de Bovinocultura da Faesp também avaliou o movimento como positivo, mas destaca que a taxação acabou estimulando a abertura de novos mercados.

“A arroba, mesmo com a barreira dos EUA, subiu no Brasil porque o setor precisou sair da zona de conforto. Isso fortaleceu tanto o mercado interno quanto o externo”, explicou Antonio Ginack Junior.


Para a cafeicultura, o alívio foi imediato. “Os Estados Unidos são grandes compradores do nosso café. A tarifa gerava o risco de migração para outros fornecedores. A suspensão garante que manteremos nossa presença forte por lá”, disse Guilherme Vicentini, coordenador da comissão.

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) considerou a reversão uma vitória histórica para o setor, resultado de meses de articulação entre governos, entidades e a indústria americana — incluindo a National Coffee Association (NCA).


Em nota, alertou que, apesar do avanço, o café solúvel ainda não foi incluído na isenção, e seguirá negociando para ampliar os benefícios ao segmento. A entidade reafirma que continuará atuando para proteger exportadores e cafeicultores brasileiros diante de riscos geopolíticos, regulatórios e de mercado.

Já a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) afirmou que a medida reforça a estabilidade do comércio internacional e restabelece condições equilibradas para os exportadores. A entidade destacou ainda que o resultado é fruto do diálogo técnico e das negociações conduzidas pelo governo brasileiro.

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