Autonomia energética avança com geração solar no Brasil
Crescimento da fonte reforça mudança no comportamento de consumo e investimento

Em um cenário de tarifas de energia cada vez mais elevadas, a geração de energia própria deixa de ser apenas uma alternativa sustentável e passa a ocupar espaço como estratégia econômica para famílias e empresas.
Hoje, uma residência brasileira consome, em média, entre 10 e 15 kWh por dia — volume que pode ser praticamente compensado por um sistema fotovoltaico residencial. Na prática, isso significa que grande parte da conta de luz pode ser reduzida, com economia que pode chegar a até 90%, dependendo do perfil de consumo.
O avanço da energia solar no país reforça essa tendência. Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica indicam crescimento de 22,1% na geração solar em janeiro, na comparação anual. O movimento sinaliza uma mudança no comportamento do consumidor, que passa a enxergar a energia não apenas como despesa, mas como oportunidade de investimento.

“Essa opção não é apenas uma escolha sustentável, ela representa previsibilidade financeira, autonomia energética e redução de despesas, tanto para famílias quanto para empresas”, disse Raphael Brito, diretor executivo da Solarprime.
Além da economia direta, a adoção de sistemas fotovoltaicos também contribui para a valorização de imóveis e para a eficiência operacional de negócios. No setor empresarial, soluções com armazenamento de energia permitem reduzir custos em horários de pico, quando as tarifas são mais elevadas, ampliando a competitividade.
O cenário aponta para uma mudança estrutural: a energia deixa de ser apenas um item de despesa mensal e passa a integrar a estratégia financeira. Em um ambiente de custos crescentes e maior busca por previsibilidade, transformar consumo em geração própria pode ser, cada vez mais, uma decisão de longo prazo.
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